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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Mas, afinal, para que serve uma República?


Por definição, serve para atender a todos os cidadãos, porque é um regime em que “todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido”. Contrariamente à uma monarquia absolutista – como a francesa de antes da Revolução de 1889, por exemplo - em que o poder era divino (herança de sangue) e era exercido para beneficiar a nobreza e o clero. Será que hoje é diferente? É tanto político achando-se dono dos destinos de nosso povo. Metendo a mão no dinheiro como se fosse capital seu.
Em uma república, não. A própria etimologia a define:res publica – a coisa pública – vale dizer, o bem comum, a prevalência da coletividade. E esse é o propósito-fim do regime. 

Dilma veta projeto que anistiaria 20 mil servidores federais


A presidente Dilma Rousseff vetou a anistia a 20 mil servidores públicos federais demitidos entre 1990 e 1992 durante a reforma administrativa realizada pelo governo Collor. 
A proposta permitiria que os servidores pedissem para retornar ao serviço. De acordo com a rádio CBN, o Palácio do Planalto afirmou que o projeto  é inconstitucional e contraria o interesse público.
O projeto de lei propondo a anistia foi aprovado pela Câmara em outubro. Pelo projeto, os servidores teriam 180 dias, a partir de 2 meses da publicação da lei, para entrarem com pedido de retorno ao serviço.

Sigilo que protege políticos causa perplexidade

Provoca perplexidade até em políticos, em especial nos chamados “operadores do Direito”, a emenda regimental proposta pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, determinando a ocultação de nomes de políticos e autoridades que respondam a processos na Corte. Os nomes e sobrenomes são substituídos por suas iniciais. Já são 152 os nomes de figurões “protegidos”. Isso Chama-se abuso configurado!

PF não caiu no conto do “cônsul honorário do Gabão”

Conta outra
Ao contrário do Batalhão de Choque da PM, a PF não caiu no conto do “cônsul honorário do Gabão”, que escondia o traficante “Nem” num carro. É título honorífico, que não impede a cana do distinto. Muita água ainda rolará.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011


Redesenhando as fronteiras do Pará

As propostas de desmembramento do estado do Pará para a criação de Carajás e Tapajós, que tramitam no Congresso Nacional, têm gerado muita polêmica quanto à viabilidade das novas unidades federativas. 

Até o final deste ano, a população paraense terá que decidir em plebiscito se o suposto desenvolvimento dos municípios que constituirão os novos estados compensará os custos envolvidos com a implantação das novas estruturas administrativas. Caso sejam aprovadas as propostas, todos os brasileiros terão que se acostumar com o novo mapa político do Brasil, que se mantinha inalterado há pouco mais de vinte anos, desde a criação do estado do Tocantins.

Essa não é a primeira vez que as fronteiras do Pará precisam ser redesenhadas. No início de sua ocupação, a região ao redor de Belém e o leste da Ilha de Marajó pertenciam à Capitania do Maranhão, criada pela Coroa Portuguesa em 1535, enquanto o resto do território paraense estava sob o domínio espanhol. Quando o sistema de capitanias foi substituído pelo governo-geral em 1573, essa região passou a integrar o chamado Governo do Norte até 1621, ano em que as divisões administrativas do Brasil foram novamente reformuladas. Surgiu, então, o estado do Maranhão, que visava impulsionar a expansão pela bacia amazônica.
Apenas em 1751 é que as divisões políticas da região Norte começaram a apresentar uma configuração parecida com a atual, especialmente devido à criação do estado de Grão-Pará e Maranhão. Além dos atuais estados do Pará e do Maranhão, também faziam parte dessa região Amazonas, Roraima e Amapá. Em 1772, ela se separou do Maranhão e passou a ser chamada de Grão-Pará e Rio Negro, sendo incorporada oficialmente ao Brasil logo após a Independência em 1823. Mesmo com os movimentos separatistas eclodindo por todo o país – como a Cabanagem (1835-1840) na região de Belém –, os limites de Grão Pará e Rio Negro permaneceram intactos por quase setenta anos.
A separação de Amazonas e Pará ocorreu em 1850; mas apenas com a Proclamação da República, em 1889, as províncias foram oficializadas como estados brasileiros. Os limites do Pará ainda se modificaram mais um pouco em 1943, com a delimitação do território do Amapá, que era tido como uma área estratégica de fronteira e que só foi elevado à categoria de estado em 1988.
Novos estados e suas cifra$
Com 39 dos 144 municípios atualmente existentes, o estado de Carajás abrangeria a região sul e sudeste do Pará, que é rica em jazidas minerais, como a maior mina de ferro do mundo, localizada em Parauapebas, e as de cobre em Marabá e Canaã. Já o estado de Tapajós ficaria com os 27 municípios que compõem toda porção oeste do território paraense, incluindo as reservas de bauxita (alumínio) em Oriximiná e Juruti, além da futura Usina Hidrelétrica de Belo Monte. As cidades de Marabá e Santarém são apontadas, respectivamente, como futuras capitais de Carajás e Tapajós.
Apesar do potencial econômico, o professor da Universidade Católica de Brasília e economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Rogerio Boueri, calcula que os dois estados não serão capazes de arcar com as novas estruturas de administração pública sem a ajuda do governo federal. De acordo com suas estimativas mais recentes, Carajás gastaria 19% do seu PIB para se manter em funcionamento, enquanto Tapajós gastaria 44%, o que está muito acima da média nacional de 12,5%. O modelo desenvolvido pelo pesquisador considera os dados referentes ao PIB, à população, à área geográfica e ao número de municípios dos novos estados, que estão disponíveis no site da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
Os custos estimados para a manutenção do estado de Carajás ficariam em torno de R$ 3,7 bilhões, enquanto as receitas seriam de cerca de R$ 2,7 bilhões, o que geraria um déficit de R$ 1 bilhão a ser coberto pela União, mesmo com o PIB previsto de R$ 20 bilhões. Situação ainda mais complicada é a de Tapajós, cujo PIB seria de apenas R$ 4 bilhões. “Acreditando nas contas de Boueri, jogar o custo para a União é o mesmo que fazer cortesia com o chapéu alheio. Se Carajás teria prejuízo por não se autossustentar, o que dizer de Tapajós?”, declara o geógrafo e economista François Bremaeker, gestor do Observatório de Informações Municipais. “Se não têm condições de se emancipar, que não o façam”, completa.
Há quase vinte anos em trâmite, os projetos para a criação de Carajás e Tapajós sofreram apenas alterações para a incorporação de novos municípios, sem nunca explicitar bem os custos envolvidos com a nova divisão. As propostas mencionam somente as atividades com potencial econômico nas duas regiões e as vantagens para a população de uma maior aproximação com o poder público (Leia PDC 159/1992 sobre Carajás e PDC 120/1991 sobre Tapajós). Apenas em 2010, por iniciativa dos prefeitos de Marabá, Parauapebas e Curionópolis, foi feito um estudo de viabilidade de criação do estado de Carajás.
Ao contrário dos cálculos de Boueri, esse estudo defende que as receitas geradas na região serão suficientes para que o novo estado assuma integralmente seus custos de funcionamento, com superávit previsto de quase R$ 1 bilhão. “O PIB de Carajás é fortemente industrial e a siderurgia aparece como forte vetor de crescimento na região, mas a plataforma econômica do estado é ainda diversificada o suficiente para não ficar a reboque da mineração (ou de uma única empresa, como a Vale). Como exemplo, podemos citar o mercado pecuarista, que vem ganhando cada vez mais espaço”, argumenta um dos autores da pesquisa, Peterson Pacheco, que é cientista social e professor do Centro Universitário de Volta Redonda.
A falta de relação entre tamanho territorial dos estados e seus gastos públicos, apontada por Boueri, também é questionada pelo grupo Pró-Carajás. “A emancipação de Carajás e Tapajós implica em uma redução significativa das distâncias entre os municípios desses estados e os centros decisórios (futuras capitais), o que acarretaria em redução de tempo e de custos com o transporte, comunicações, incentivos empresariais, bases institucionais, entre outros fatores que representam atualmente um entrave ao fluxo comercial da região”, afirma Pacheco. E acrescenta: “Diversos estudos corroboram essa ideia, como aquele feito por Almeida e Silvia (2006), que observou que aumentos de 10% na distância são capazes de reduzir o volume de comércio em quase 8%”.
Simulações feitas pelo pesquisador mostraram, ainda, que o modelo de Boueri superestimou os gastos públicos do atual estado do Pará em cerca de 36%, quando o valor encontrado foi comparado com aquele publicado pela STN. Isso sugere que o modelo também deve superestimar os gastos dos futuros estados de Carajás e Tapajós. “O método de Boueri é impregnado de um malabarismo econométrico que não se sustenta. Em primeiro plano, por ignorar toda a bibliografia que recomenda o uso de métodos orçamentários por estes serem mais adequados para a manipulação de dados heterogêneos, como são os gastos públicos. Em segundo, por estimar custos sem nem ao menos testar a sua correlação com as receitas. Disso, resultou um modelo com forte superestimação do parâmetro a ser analisado e, portanto, de pouca credibilidade”, opina Pacheco.
Quem tem a ganhar com essa divisão?
Diversas pesquisas mostram que a população de Carajás e Tapajós é a favor dos novos estados, pois se sente pouco representada e atendida pelo governo do Pará, que investe a maior parte dos recursos no entorno de Belém. Os defensores da proposta separatista argumentam que a aproximação com o poder público garantiria um melhor atendimento da população que hoje ocupa municípios muito afastados da capital e estabeleceria maior controle sobre o desenvolvimento da região, o que implica também em vigilância, principalmente na questão ambiental. Carajás ainda seria beneficiado por ficar com os tributos decorrentes da exploração de seus minérios e que hoje são repassados ao governo paraense, como os royalties da mineração e o ICMS sobre produtos primários e semielaborados.
Já o Pará remanescente poderia sair perdendo com a divisão. “Se a região metropolitana de Belém é a que mais se beneficia dos recursos advindos das áreas que vão se emancipar, no momento que ficar com uma área menor, perderá esses recursos”, especula Bremaeker. “Por isso, vale ressaltar que, por decisão do Supremo Tribunal Federal, todo o estado do atual Pará irá se manifestar no plebiscito. Se for feita uma propaganda bem planejada mostrando os prejuízos do Pará remanescente e este – que concentra o colégio eleitoral do estado – votar contra, dificilmente serão criados os novos estados”, emenda.
De acordo com pesquisa recente do Instituto Acertar, 76,3% dos belenenses são contra a divisão do estado. Desse modo, fica claro entender a preocupação dos Pró-Carajás e Tapajós em mostrar aos paraenses de Belém que a emancipação não abalará as finanças do futuro Pará. “Carajás e Tapajós são demandas legítimas porque sua viabilidade não implica na inviabilização do Pará”, afirma Pacheco. As estimativas do cientista social e de seus colaboradores sugerem que, mesmo após a emancipação de Carajás, o Pará ficará com 71% do PIB, 72% do ICMS e ainda terá redução de gastos com a máquina administrativa como consequência da diminuição de sua área e população. O estudo de viabilidade de Tapajós, que acabou de ser concluído pelo grupo, também será utilizado na campanha das frentes favoráveis à criação dos estados, reforçando essas conclusões.
Outro ponto a se considerar são os custos inerentes à criação da máquina administrativa dos novos estados. “Serão pelo menos 24 deputados estaduais para manter os novos legislativos e três cadeiras a mais no Senado para cada estado. A infraestrutura existente de escolas e postos de saúde, por exemplo, ficará a cargo de cada estado, mas se não houver uma conta justa, pode acabar sobrando para o Pará remanescente”, declara Bremaeker. A criação de novos cargos no executivo também gera polêmicas quando à possibilidade de manobra política, especialmente considerando que a aprovação dos plebiscitos foi feita com plenário esvaziado (apenas 80 dos 513 deputados estavam presentes) e que o Pará é um dos estados líderes em corrupção, de acordo com pesquisa recentemente divulgada pelo Centro de Estudos da Opinião Pública.
Fonte: Blog do Farias

ei seca radicalizada

Política do álcool zero é aprovada


Atualmente, a chamada "Lei Seca" permite dirigir com até 6 decigramas de álcool por litro de sangue

Brasília. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem um projeto que considera crime dirigir "sob influência de concentração de álcool" e ainda acaba com a obrigatoriedade do teste do bafômetro para comprovar a embriaguez do motorista.

Na prática, senadores dizem que fica instituída a "política do álcool zero", mas alguns parlamentares questionam essa interpretação. Atualmente, a chamada "Lei Seca" permite dirigir com até 6 decigramas de álcool por litro de sangue.

A proposta também aumenta as penas para quem for flagrado dirigindo alcoolizado. O projeto foi aprovado em caráter terminativo e se não receber recurso em cinco dias para ser votado pelo plenário, segue para votação na Câmara.

A proposta estabelece que, além do bafômetro, valem como prova de embriaguez do motorista "prova testemunhal, imagens, vídeos ou a produção de quaisquer outras provas em direito admitidas".

O projeto gerou polêmica na CCJ. A senadora Marta Suplicy (PT-SP) questionou o fato de o texto prever punição no caso de "qualquer concentração de álcool ou substância psicoativa" no sangue. "E se eu comer um bombom com licor, como fica?", indagou.

O líder do DEM, Demóstenes Torres (GO), apresentou uma emenda retirando a expressão "qualquer".

O líder do DEM, Demóstenes Torres (GO), apresentou uma emenda retirando a expressão "qualquer".

O presidente da CCJ, Eunício Oliveira (PMDB-CE), avaliou que a proposta deixa o limite atual. "Se você analisar, hoje só é considerado embriaguez acima de 6 decigramas de álcool por litro de sangue e esse limite continua". O Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou, em decisão de 27 de setembro, que beber e dirigir é crime, mesmo quando não há dano a terceiros.

De acordo com o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro, quem conduz veículo com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior ao permitido pode ter pena de seis meses a três anos, multa e suspensão da habilitação. Essa pena permanece para quem dirigir sob efeitos de álcool.

Pelo projeto, as penas são mais severas. Para quem dirigir alcoolizado e provocar morte, estará sujeito de 8 a 16 anos de prisão, além de multa e suspensão ou proibição da permissão ou a habilitação para dirigir. Se dirigir bêbado e provocar lesão corporal de natureza grave, aplica-se a pena de reclusão, de 6 a 12 anos, além de multa e suspensão da carteira. Há ainda pena de detenção, de 1 a 4 anos para quem provocar lesão corporal.

Impunidade
Autor do projeto, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), disse que a proposta muda a cultura da impunidade. "Esperamos diminuir o sentimento de impunidade. Pela morosidade da Justiça, a atual punição acaba sem efeitos. Com essa lei não, a prescrição só ocorre em 16 anos".

O líder do DEM reforçou o discurso do colega. "O sujeito tem medo da prisão. É claro que vai pensar duas vezes antes de dirigir bêbado".

Em relação ao bafômetro, o senador Pedro Taques (PDT-MT) disse que fica mantida a possibilidade de não ter que fazer o teste. "O cidadão não é obrigado a fazer o exame, e aí a comprovação, vai ser através de comprovação indireta."

Fonte: Diário do Nordeste

quarta-feira, 9 de novembro de 2011


Câmara aprova texto-base da proposta que prorroga a DRU até 2015


O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 369 votos a favor e 44 contra, na madrugada desta quarta-feira, o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) 61/2011, que prorroga a vigência da Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2015. 
A DRU autoriza o governo a usar livremente o limite de 20% das receitas arrecadadas no ano. Para o ano que vem, o percentual equivale a uma cifra de R$ 62 bilhões.
Após a provação do texto-base, foram rejeitados, ainda, dois destaques do DEM à PEC. O partido pretendia retirar do texto todo o artigo do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) no qual é proposta a prorrogação da DRU. O DEM também pretendia incluir no texto uma redução gradativa da desvinculação, prevista em emenda do líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). Por essa versão, a DRU seria de 20% em 2012, 15% em 2013, 10% em 2014 e 5% em 2015.
Devido ao esvaziamento do quórum da sessão, o presidente da Câmara, Marco Maia, encerrou a mesma e convocou uma extraordinária para as 9 horas desta quarta-feira, a fim de continuar a análise dos destaques e encerrar o primeiro turno de votação. A PEC precisa ser aprovada em dois turnos de votação, com um intervalo de três sessões de discussão. Só então a proposta será encaminhada para o Senado, onde precisa ser aprovada até 29 de dezembro, sob pena de perder a eficácia.
A DRU, autorização para que o governo destine livremente até 20% dos impostos e contribuições arrecadadas, está em vigor desde 1994 e teve vigência original até 31 de dezembro de 1999, quando foi prorrogada até 2007. Há quatro anos, foi novamente prorrogada até 31 de dezembro de 2011, na mesma votação que extinguiu a cobrança da CPMF.
A proposta foi colocada em votação mesmo sem acordo entre os partidos de situação e oposição. O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), chegou a se encontrar com a presidente Dilma Rousseff na tentativa de negociar a proposta da oposição de prorrogar a DRU por dois anos, em vez de quatro - proposta feita por parlamentares de oposição. O Planalto, no entanto, não concordou com a alteração.
Os partidos de oposição, principalmente DEM e PSDB, tentaram dificultar a votação, alegando que quando o PT - partido de situação - era oposição, era contra a prorrogação da DRU e sempre dificultou a aprovação da matéria. Outra alegação dos parlamentares contrários à proposta é que a prorrogação da vigência da DRU retira recursos de áreas prioritárias do governo, como seguridade social, educação e saúde, tese negada pelo governo.
O governo defende a manutenção da DRU como ferramenta de investimentos, já que, segundo a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, 82% do orçamento é engessado, ou seja, tem destinação obrigatória. O governo alega que essa margem de manobra de até 20% da arrecadação vai para investimentos em programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Brasil sem Miséria. A área econômica do governo alega que manobra permite a alocação de recursos em áreas estratégicas e pode, inclusive, reduzir a taxa básica de juros (Selic) e na taxa real de juros, além de destinar recursos a ações de política monetária e fiscal, que protegem o Brasil de abalos financeiros internacionais.
Na segunda-feira, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PDMB-RR), mostrou preocupação com o prazo de votação da proposta na Casa. Segundo Jucá, o prazo de tramitação da proposta no Senado deve ser de 40 dias, o que vai obrigar os parlamentares a realizar sessões extraordinárias às segundas e sextas-feiras e entre 23 e 31 de dezembro, durante o recesso.
No Senado, uma PEC tramita paralelamente à proposta da Câmara. Quando a matéria da Câmara for aprovada, ela chegará ao Senado, onde será apensada ao projeto desta Casa. A PEC, então, será levada a plenário, onde receberá emendas. As propostas ao texto original serão analisadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, e o projeto retorna ao plenário. Só então são feitas as cinco sessões de discussão, a votação em primeiro turno, depois mais três de discussão, até a votação final.
Fonte: JB

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Helicóptero sem estrela
A estrela desce

O governador do Acre, Tião Vianna (PT), não poderá mais ostentar a enorme estrela vermelha no helicóptero do governo.
A Justiça Federal proibiu a propaganda político-partidária.

A mídia comeu mosca
Negócios no B-20

Muito atenta a participação de Dilma no G-20, em Cannes, a mídia brasileira comeu mosca, ignorando a importante B-20 (Business 20), de empresários das vinte maiores economias

Envergonhado, PDT exige a demissão de Lupi
Investigar é preciso
Antes da oposição, metade do PDT fluminense, principal reduto do partido, exigiu a demissão do ministro Carlos Lupi (Trabalho). Em nota, o Movimento de Resistência Leonel Brizola, que é liderado por Brizola Neto, o “Brizolinha”, pediu que as bancadas pedetistas “manifestem seu repúdio a este quadro que enxovalha nossa imagem e desmerece nossa história”. O PDT está envergonhado com as atitudes de Lupi.

Deputado Rosinha? "Nem para síndico"
Nem para síndico

Desabafo de James Walter Lowry Neto, da Federação Paranaense de Tiro Esportivo, sobre o projeto do deputado Dr. Rosinha (PT-PR) proibindo menores nesse tipo de clubes:
“No que depender da federação, ele não se elegerá nem mesmo para síndico de prédio”.

Fonte: JB

sábado, 5 de novembro de 2011


Ciência e Tecnologia

Empresa de 'carro voador' está de olho em Índia, Brasil e China 

Uma empresa dos Estados Unidos que está desenvolvendo um carro voador está de olho nas economias de Índia, Brasil e China para serem seus futuros mercados, afirmou seu fundador neste sábado.
Cerca de 100 pessoas já fizeram pedidos para o veículo voador chamado Transition, precificado em 279.000 dólares e que deverá ser lançado no ano que vem, informou a empresa Terrafugia, sediada em Massachusetts.

Tecnologia permite que veículo funcione no ar e no trânsito
Tecnologia permite que veículo funcione no ar e no trânsito
O veículo de dois lugares foi desenhado para voar entre aeroportos domésticos assim como ser dirigido em qualquer estrada. A empresa espera que este seja o primeiro veículo voador comercialmente viável do mundo.
O aparelho conta com uma traseira propulsora que o permite voar, e é abastecido com gasolina comum, tanto para voar como para a estrada. É pequeno o suficiente para caber em uma garagem residencial, afirmou a empresa em seu site.
Transforma-se de um carro a uma aeronave pequena em cerca de 30 segundos.
"Lançaremos o veículo inicialmente nos Estados Unidos e eventualmente expandiremos à Europa", disse Carl Dietrich, diretor-executivo e fundador da Terrafugia, durante um evento no estado de Goa, na Índia.
"Mas para a segunda fase de lançamento, estamos de olho em China, Brasil e Índia, que são mercados que estão crescendo para esse tipo de produto."
O Festival Think, realizado em Bambolim Bay, norte de Goa, é um evento de três dias que reúne figuras proeminentes de todo o mundo em política, tecnologia, arte, cultura e direitos humanos.
A Terrafugia anunciou em junho ter recebido autorização especial do departamento de segurança de tráfego viário americano para o veículo transitar nas estradas do país.
O Transition é o primeiro veículo a combinar características de um automóvel e de um avião a receber tal autorização das autoridades americanas. Isso permitirá que as entregas para os consumidores já possam ser efetuadas.
A Terrafugia - latim para "fuga da terra" - informou em março de 2009 que o Transition completou seu primeiro voo com êxito, classificando o fato como um "marco para a aviação".
Dietrich afirmou ao Wall Street Journal em meados deste ano que os consumidores iniciais da empresa seriam pilotos que voariam entre aeroportos domésticos nos Estados Unidos.
Fonte: JB

terça-feira, 1 de novembro de 2011



Pouso no aeroporto errado




Um voo da Azul Linhas Aéreas que partiu de Fortaleza, no Ceará, com destino ao Piauí neste domingo (30) acabou pousando por “engano” em um aeroporto privado de Timon, no Maranhão. A "visita" surpresa causou espanto em quem estava próximo à pista. “Quando eu vi foi aquela ‘zuada’ no fim da pista, vi ele fazendo o retorno, parou por 2 ou 3 minutos e pegou voo novamente”, relatou o vigia do local, Francisco Vieira Sobrinho.
O avião era um moderno 190 da Embraer com 80 passageiros e 4 tripulantes. A distância entre a pista de propriedade particular e o aeroporto de Teresina é tão pequena (6 km), que a carta que os pilotos recebem para fazer um pouco visual mostra as duas pistas.
Sobre o incidente, a Infraero afirmou que não teve nenhuma responsabilidade, o aeroporto de Teresina estava preparado para receber o avião. “Essa infra-estrutura estava totalmente disponível, cabe à companhia aérea fazer suas investigações e suas avaliações”, disse o Superintendente da Infraero, Wilson Estrela Oliveira.
Esta não foi a primeira vez que um incidente como este aconteceu aqui. Segundo a Infraero, há dez anos outro avião de passageiros que vinha aqui para Teresina também pousou, por engano, na cidade vizinha de Timon. As duas cidades são separadas apenas pelo rio Parnaíba.
A Azul Linhas Aéreas informou, em nota , que o pouso no aeroporto errado aconteceu devido uma falha operacional - expressão que, no mundo aeronáutico, costuma ser entendida como admissão de erro do piloto.
Fonte: Globo.com