Pesquisar

sábado, 13 de dezembro de 2014

POLÍTICA
PSDB realiza noite de filiações

Com o propósito de voltar a ser grande no estado, o PSDB do Ceará, reuniu na noite desta sexta-feira (12/12), centenas de simpatizantes para realizar "a noite das filiações". O evento aconteceu no local onde funcionou o comitê central da campanha eleitoral deste ano, na Av. historiador Raimundo Girão na praia de Iracema.

Contando sua estrela principal, -o senador eleito Tasso Jereisati, que inclusive aniversariou nesta data-, o partido filiou cerca de 550 novas pessoas que vieram prestigiar o evento e demonstrar seu interesse em fazer a sigla tucana voltar ser um dos principais partidos do estado.
Eu seu pronunciamento Tasso Jereisati, por diversas vezes teve que parar o discurso para ser aplaudido pela multidão. " Sinto-me mais uma vez muito feliz por voltar a representar nosso povo no  Senado Federal, e sei de minha responsabilidade de conduzir os interesses tanto do PSDB, como do nosso eleitorado que me confiou mais uma vez se voto. Estaremos em Brasília atentos e buscando as melhorias que tanto precisamos, e fico mais envaidecido ainda depois de chegar aqui e ver tanta gente interessada em nos acompanhar nesta luta", concluiu Tasso Jereisati.

Além de Tasso, estiveram presentes o deputado federal reeleito Raimundo Gomes de Matos, o deputado estadual eleito Carlos Matos, o suplente de senador, o médico Fernando Façanha, dentre outros. 

Porém entre todos os presentes , destacou-se a caravana de Caucaia, liderada pela ex-deputada estadual, Maria Lúcia Correa e seu herdeiro político o empresário e advogado Danilo Dalmo Correa, -que inclusive assinou sua ficha de filiação-, como também sua neta, a ex-vereadora Luciana Correa.
De acordo com articulações feitas nas última semanas, Danilo Dalmo, assumirá a presidência dos tucanos na cidade de Caucaia. " Estou feliz pelo convite e de pronto o aceitei para ser um soldado do partido. Quero juntamente com nossos companheiros, por em prática uma gestão de renovação do PSDB. Na eleição passada o partido já conseguiu  eleger uma cadeira na Câmara Municipal, com a vereadora Cristina do Diogo e vamos trabalhar desde já para tentarmos ampliar nossa presença no legislativo municipal", declarou Danilo Damo.
Dona Mari Lúcia Correa, matriarca da família em Caucaia, recebe um caloroso abraço do senador Tasso 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

CRIME ELEITORAL

Empresa de motorista que recebeu R$ 25 milhões está entre os principais fornecedores do PT

Uma das empresas que mais recebeu dinheiro da campanha da presidente Dilma Rousseff tem como sócio um motorista com salário de R$ 2 mil. A Focal Confecção e Comunicação embolsou R$ 23,9 milhões pelo fornecimento de material gráfico e montagem de palanques, embora tenha capital social de apenas R$ 30 mil. A firma é de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e a despesa com ela só foi menor do que a registrada com o marqueteiro João Santana. Prestações de contas de eleições passadas mostram que a Focal é uma antiga fornecedora de campanhas petistas. Notas fiscais da empresa foram consideradas irregulares por técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que examinaram as contas da campanha de Dilma.
A participação de Elias Silva de Mattos, que era motorista até o ano passado e recebia cerca de R$ 2 mil por mês, no quadro societário da empresa foi divulgada ontem pelo jornal “Folha de S.Paulo”. Elias passou a fazer parte da firma em novembro de 2013 com uma participação de R$ 3 mil do valor total da empresa. A outra sócia é Carla Regina Cortegoso, com cota de R$ 27 mil.
Carla é filha do empresário Carlos Cortegoso, que apareceu nas investigações do mensalão em uma lista entregue pelo publicitário Marcos Valério à CPI do Correios, ao Ministério Público e à Polícia Federal como um dos recebedores de dinheiro (R$ 400 mil) do esquema. Na época, o operador do mensalão, um dos condenados que cumpre pena em regime fechado, disse que o repasse à Focal era para pagar pela venda de camisetas ao PT na campanha.
Nas últimas eleições, o PT tem sido o principal cliente da empresa. Neste ano, dos 23 candidatos que declararam despesas com a Focal, 21 são do partido — entre eles o candidato ao governo de São Paulo Alexandre Padilha e a ex-ministra e candidata ao governo do Paraná Gleisi Hoffmann. Os outros dois são os deputados Arnaldo Faria de Sá (PTB) e José Luiz Penna (PV). A campanha de Dilma registrou gastos de R$ 23,9 milhões com a empresa; as demais, juntas, R$ 1,6 milhão.
CASA NOS FUNDOS
Uma equipe do Jornal O GLOBO esteve na sede da Focal e no endereço residencial de Elias, ambos em São Bernardo do Campo. No entanto, ninguém foi encontrado para comentar o caso. Na empresa, onde funciona uma gráfica, duas pessoas em duas entradas diferentes disseram que Carlos, Carla e Elias não se encontravam. Um funcionário passou o número do telefone da administração. Em todos os contatos, a secretária informou que nenhum dos três estava, anotou recado, mas não houve retorno.
Elias mora em uma casa de fundos, em um bairro na periferia de São Bernardo. A moradora da residência da frente informou que o vizinho sai para trabalhar cedo e só volta à noite. Segundo ela, ele mora sozinho. Chama a atenção, no portão de entrada para os fundos, uma pequena câmera colocada na parte superior.
A reportagem também tentou contato por telefone com Carla, sem sucesso.
À “Folha”, Elias disse que não estava “preparado para falar” sobre a empresa e, num desabafo, afirmou que sabia que a Focal “ia virar um transtorno” para a sua vida.
Carlos Cortegoso foi o único a dar entrevista à “Folha”, apesar de não ser sócio oficial da empresa. Segundo ele, “todo mundo tem o direito de ascender na escala social mediante o trabalho e competência”.
O tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff, deputado estadual Edinho Silva (PT), confirmou a relação antiga entre a Focal e o PT e disse que a empresa recebeu pagamentos porque prestou serviços de montagem de palanques e de material gráfico para a reeleição da presidente.
— Essa empresa fornece serviços para o PT desde que o partido existe. O Carlão (Carlos Cortegoso), dono da Focal, que é de São Bernardo do Campo, monta palanques e faz serviços gráficos não só para o PT, mas para outros partidos também — afirmou Edinho.
“Virou devassa contra o PT”
Quanto à presença de um motorista entre os sócios da firma, o deputado defendeu que não cabe à equipe de campanha conhecer detalhes do quadro de sócios de um fornecedor antes de contratá-lo.
— Não quero mexer nisso. Um tesoureiro de campanha não tem como saber quem é o sócio de cada uma das centenas de empresas que prestam serviço. A Focal prestou serviços, apresentou notas das despesas e foi paga pelos valores apresentados. Para mim, isso é o suficiente. Não será por isso que o TSE rejeitará nossas contas — argumentou Edinho.
Para o tesoureiro da campanha de Dilma, não há ilegalidade nas contas.
— Virou devassa contra o PT — reclamou.
Com informações do jornal O Globo

domingo, 7 de dezembro de 2014

PESQUISA
Datafolha mostra que 68% responsabilizam Dilma por corrupção na Petrobras
Mas, taxa de aprovação ao governo não sofreu alteração significativa desde o fim da eleição.

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (7) na Folha de S. Paulo, mostra que 68% dos entrevistados responsabilizam a presidenta Dilma Rousseff pela corrupção que assola o país. Com isso, de cada dez brasileiros, sete acham que tem Dilma tem alguma responsabilidade no escândalo da Petrobras. 

Apesar disso, a taxa de aprovação ao governo da petista não sofreu alteração significativa desde o fim da eleição. Para 42%, a gestão Dilma é boa ou ótima. É a mesma taxa de 21 de outubro, quando, no final da eleição - com propaganda diária na TV - ela atingiu seu melhor patamar desde junho de 2013. 

Já a desaprovação sofreu leve mudança: eram 20% os que julgavam Dima ruim ou péssima, agora são 24%. O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 3 de dezembro com 2.896 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos.


Com Cearanews7...

sábado, 6 de dezembro de 2014

TENTANDO LIVRAR O PLANALTO

As articulações de Janot que podem livrar o governo

Procurador-geral da República participa de uma série de encontros com representantes das empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato e propõe um acordo que impede investigações que possam chegar ao Palácio do Planalto

Há sete meses o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vem se reunindo com representantes das empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção instalado na Petrobras e investigado pela Operação Lava Jato. ISTOÉ apurou que de maio até a última semana foram realizados pelo menos quatro encontros com a presença do próprio Janot e outros dois com procuradores indicados por ele (leia quadro nas páginas seguintes). O objetivo dessas conversas, que inicialmente foram provocadas pelos empresários, é o de buscar um acordo no Petrolão. No Brasil, onde a legislação da delação premiada ainda engatinha, não é comum que o chefe do Ministério Público mantenha conversas com representantes de empresas envolvidas em um processo criminal. Mas, em se tratando de um caso com a alta octanagem que têm as investigações da Operação Lava Jato, as reuniões de Janot com os empreiteiros não poderiam, a princípio, ser tratadas como um pecado. Trata-se de uma prática comum nas democracias mais maduras, cujo principal objetivo não é o de evitar punições, mas o de acelerar as investigações e permitir que o Estado adote medidas concretas e imediatas para evitar a repetição de atos criminosos. O problema dos encontros de Janot é que, segundo advogados e dois ministros do Supremo Tribunal Federal ouvidos por ISTOÉ na última semana, o acordo que vem sendo ofertado pelo procurador-geral nos últimos meses poderá trazer como efeito colateral a impossibilidade de investigar uma suposta participação do governo no maior esquema de corrupção já descoberto no País. Na prática pode ser um acordão para livrar o governo.
01.jpg
DELAÇÃO
As revelações de Costa serviram para colocar empreiteiros na cadeia,
mas não foram suficientes para iniciar as investigações contra os políticos
abre.jpg
JANOT
O procurador-geral espera que a delação do doleiro
Youssef seja aceita para ir ao STF contra parlamentares
Na sexta-feira 5, através de sua assessoria, Janot confirmou os encontros com representantes das empreiteiras e negou que esteja negociando um acordão. “Como os investigados não têm prerrogativa de foro, os acordos devem ser tratados com os integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, no Paraná”, diz o procurador. Nas conversas que manteve com representantes dos empresários, porém, Janot, segundo advogados ouvidos por ISTOÉ, definiu qual o modelo de acordo interessa à Procuradoria. Ele quer que as empresas, seus diretores e executivos assumam a responsabilidade pelos crimes investigados. Pede que as empresas reconheçam a formação de cartel e que concordem em pagar multas recordes (no caso da Mendes Júnior, estudos preliminares feitos pelos empreiteiros indicam que a multa poderá até inviabilizar a sua continuidade no setor de construção civil). Ainda de acordo com os advogados, Janot sugere que na delação premiada sejam feitas menções a políticos de diversos partidos, e não só os da base aliada do governo, e que as empresas abram mão de recorrer aos tribunais superiores. Em troca, as empreiteiras continuariam a disputar obras públicas e seus dirigentes poderiam cumprir as futuras penas em regime de prisão domiciliar. Os casos dos parlamentares mencionados serão remetidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigações posteriores. “Isso é um absurdo. Embora não acredite que seja essa a motivação do procurador, um acordo nesses termos protege o governo de eventuais investigações”, disse à ISTOÉ um ministro do STF na tarde da quinta-feira 4, sob o compromisso de manter o anonimato para não ser impedido de participar de futuros julgamentos provenientes da Operação Lava Jato. Segundo este ministro, ao admitir a formação de cartel e apontar o nome de parlamentares que teriam se beneficiado, as empreiteiras estariam indiretamente colocando o governo na situação de vítima de um esquema montado pelos empresários e alguns agentes políticos, sem que fosse de seu conhecimento e do qual não obteve nenhuma benesse financeira ou política. E, ainda conforme o mesmo ministro, proibir que as empresas recorram aos tribunais superiores pode impedir que elas venham a participar como colaboradoras nas investigações contra as autoridades com foro privilegiado.
02.jpg
“Se cabe ao STF investigar os políticos com foro especial, limitar que pessoas que participaram do esquema recorram ao tribunal é violar o direito de defesa e reduzir o alcance da investigação”, afirmou um outro ministro do STF ouvido por ISTOÉ. A iniciativa de buscar um acordo com a procuradoria partiu da Camargo Corrêa. A proposta era a de mobilizar os empreiteiros para um entendimento comum. Em 14 de junho, Janot recebeu os advogados José Geraldo Grossi, Pierpaolo Bottini e Márcio Thomaz Bastos. Em 20 de outubro, quase um mês depois de homologada a delação premiada de Paulo Roberto Costa – o ex-diretor da Petrobras que revelou a existência do propinoduto na estatal e listou empreiteiras e políticos que teriam participado do esquema –, o procurador recusou uma minuta de acerto elaborada por Thomaz Bastos. Assim, o projeto de um acordo comum a todas as empresas envolvidas acabou não prosperando. “Nessa época, ficou evidente o que o procurador-geral buscava e como ele, os procuradores da força-tarefa e o juiz Sérgio Moro iriam agir para forçar as empresas ou parte delas a participar do acordão nos termos propostos pela procuradoria”, disse um dos advogados. Entre os delegados e procuradores da Operação Lava Jato existe a convicção de que manter alguns dos envolvidos na prisão facilita a obtenção de delações premiadas. E as revelações feitas por Costa permitem ao juiz Sérgio Moro decretar as prisões temporárias e provisórias. Uma estratégia que vem dando resultados, apesar das críticas feitas por alguns setores da sociedade civil. “É inadmissível que prisões provisórias se justifiquem para forçar a confissão de acusados. O combate à corrupção não legitima o atentado à liberdade”, registra manifesto do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil aprovado na terça-feira 2.
03.jpg
 
Em 13 de novembro, atendendo a pedidos de Janot, os representantes das empreiteiras participaram de encontro com procuradores da força-tarefa, em Curitiba. Entre os presentes estavam os advogados Roberto Telhada, Maurício Zanoide, Dora Cavalcanti, Alberto Toron, Celso Villardi e Pierpaolo Bottini. Cinco procuradores representavam a Operação Lava Jato, entre eles Carlos Fernando dos Santos Lima e Orlando Martello Júnior. Não houve consenso e os procuradores insistiam na fórmula defendida por Janot. No dia seguinte foi deflagrada a sétima etapa da Operação Lava Jato, batizada de Juízo Final, que levou para a cadeia executivos e diretores das principais empreiteiras do País. “É evidente que, com os seus principais quadros na prisão, muitos tendem a acatar as propostas da procuradoria”, afirma um dos advogados. Em 16 de novembro, a Toyo Setal aceitou a delação premiada em termos muito próximos do que vem sendo buscado pelo procurador-geral e, em seus depoimentos, os executivos da empresa delataram a formação de cartel e listaram como beneficiários das propinas não só partidos da base do governo como também da oposição. Na quinta-feira 4, o vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite, também teria feito acordo de delação premiada.
Dez dias depois das prisões, o advogado Celso Villardi voltou a se reunir com Janot, mas o procurador não abriu mão de que haja a admissão de culpa de executivos e diretores das empreiteiras para que houvesse um acordo. O último encontro de Janot com representantes das empreiteiras ocorreu em Brasília, na terça-feira 2. Os advogados Celso Villardi, Maurício Zanoide, Dora Cavalcanti, Alberto Toron e Roberto Telhada levaram uma proposta de acordo que foi prontamente rechaçada. A exemplo do que é comum em paí-ses como os Estados Unidos e a Inglaterra, os empreiteiros admitem o pagamento de multas milionárias, concordam em colaborar com o Ministério Público fornecendo dados que permitam aprofundar as investigações, se comprometem a não repetir os mesmos erros, mas recusam a confissão das pessoas físicas e a abrir mão de recorrer aos tribunais superiores, caso julguem necessário.
04.jpg
MAGISTRADOS
Zavascki, do STF (abaixo), vai investigar os políticos descobertos
nos processos conduzidos por Moro (acima)
05.jpg
De acordo com os advogados e ministros ouvidos por ISTOÉ, a postura tomada por Janot nas últimas semanas procura forçar as empreiteiras a aderirem ao acordo e acaba favorecendo o braço político do Petrolão. Há mais de dois meses a Justiça homologou a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Isso significa que as informações prestadas por ele sobre os milionários desvios de recursos ocorridos na estatal passaram por uma primeira análise e foram consideradas relevantes. Com base nesses depoimentos e na comprovação de centenas de movimentações financeiras realizadas no Brasil e no exterior, diretores e executivos das maiores empreiteiras do País estão presos. Com os políticos acusados por Costa de receberem boa parte dos recursos roubados da Petrobrás a situação é outra, apesar de as provas serem as mesmas. Para que as investigações sobre eles sejam iniciadas é preciso que Janot faça uma denúncia ao ministro Teori Zavascki, do STF. O procurador-geral, no entanto, tem dito que só tomará essa medida depois de homologada a delação do doleiro Alberto Youssef. Enquanto isso, empreiteiros que continuam presos podem aderir ao acordão. Quando o caso chegar no STF, segundo os advogados ouvidos por ISTOÉ, os rumos poderão ser diferentes. “No STF poderemos saber exatamente do que somos acusados e responder a tudo, inclusive apontar todos os envolvidos”, asseguram pelo menos dois grandes empreiteiros citados na Operação Lava Jato.
06.jpg
Com informações da Revista ISTOÉ......
TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO
Armazenagem errada coloca em risco R$ 1 bilhão em máquinas

Quase R$ 1 bilhão em equipamentos com válvulas, bombas, tubos e comportas da obra de transposição do rio são Francisco, estão armazenadas de forma imprópria, com risco de que danifiquem antes mesmo do início de seu funcionamento.

O material está no chão em locais sem proteção, com risco de aves, ratos e insetos estarem fazendo ninhos em máquinas que custam mais de R$ 10 milhões.

Essa é a constatação feita pela inspeção do TCU (Tribunal de Contas da União) este ano nos locais onde os equipamentos estão guardados, - alguns há quase quatro anos.

Fiscalizações anteriores do TCU já apontaram sobrepreço nas obras do projeto que começou em 2007 orçado em R$ 4,5 bilhões e já estão custando quase R$ 8 bilhões.

Os equipamentos necessários para controlar o fluxo da água nos canais foram comprados a cerca de cinco anos porque os contratos previam que a construção dos canais e estações elevatórias ficariam prontas em 2010.

Como as obras ainda estão em andamento (a previsão agora é que terminem entre 2015 e 2016), os equipamentos para controlar a água, -que foram comprados de companhias diferentes das construtoras-, tiveram que ser guardadas pelas empreiteiras, que são responsáveis pela montagem deles.

Mas o contrato das empresas não previa que elas tivessem custos para tomar os trabalhos necessários de armazenamento descritos nos manuais das máquinas.

Algumas precisam ficar guardadas numa posição específica para que não empenem. Ou que sejam passados produtos periodicamente para corrosão e o esfarelamento de borrachas.

Como não há no contrato com as construtoras, previsão para este tipo de serviço, os equipamentos estão jogados nos canteiros de obras, alguns até abertos ao público.

Num relatório divulgado pelo TCU, equipamentos eletrônicos estão guardados sob o telhado de um posto de combustíveis que virou canteiro de obras.
O relatório diz que as condições de armazenamento não obedecem aos manuais dos fabricantes e são impróprias.

"Destacam-se equipamentos expostos diretamente sobre o solo e em local aberto, quando deveria ser armazenados cobertos e a uma distância mínima do chão; falta precauções de  contra ações de insetos e animais roedores, bem como contra excrementos de aves", diz o texto.

Numa foto, uma unidade  hidráulica que vai servir para bombear água, do eixo leste está completamente tomada por excremento de aves.

Segundo o TCU, o Ministério da Integração Nacional, responsável pela transposição, já vinha sendo alertado sobre os problemas de armazenamento pelas empresas contratadas, para supervisionar  as obras, mas nenhuma providência foi tomada.

O ministro responsável pelo processo, Raimundo Carreiro, considerou a situação grave e determinou à pasta que resolva o problema em 60 dias. Outra preocupação do órgão, é com a garantia das máquinas, já que elas correm o risco de não funcionar como deveriam após instaladas.

"Acrescentamos também uma determinação para que seja garantido que os produtos estão na garantia quando começarem a funcionar" disse Carreiro.

O Ministério da Integração Nacional disse que não poderia se manifestar porque não foi oficialmente notificado pelo TCU...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Amontada deve pagar R$ 300 mil para família de vítima de atropelamento

ciclista_acidente_bicicleta
A juíza Samara de Almeida Cabral, titular da 1ª Vara da Comarca de Itapipoca, a 147 km de Fortaleza, condenou o Município de Amontada a pagar indenização de R$ 300 mil para família de homem vítima de atropelamento. A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico de terça-feira (02).
Segundo os autos, em fevereiro de 2007, a vítima trafegava de bicicleta, em rodovia estadual, no sentido Amontada/Itapipoca, quando foi atropelada por ambulância da Prefeitura de Amontada. Em decorrência, o homem veio a falecer.
Por conta disso, a mãe e três irmãs dele ajuizaram ação na Comarca de Itapipoca, onde residem. Elas solicitaram reparação moral e material, além de pensão alimentícia mensal para a genitora, até a data em que o falecido completaria 69 anos.
Na contestação, o ente público alegou que a culpa do acidente foi exclusiva do homem, que trafegava em rodovia movimentada no meio da pista.

Ao julgar o caso, a magistrada considerou que a Prefeitura deveria responder objetivamente pelos danos causados pelo seu preposto aos parentes da vítima. Em função disso, determinou o pagamento de R$ 300 mil, a título de danos morais, sendo R$ 150 mil para a mãe e R$ 50 mil para cada irmã.
Com informações do site Cearaagora
Maior empresa do Pré-sal setá sem dinheiro e perde sócios

Criada pela Petrobrás para construir e alugar as sondas bilionárias para a exploração do Pré-sal, a companhia Sete Brasil enfrenta uma situação dramática.
Não tem dinheiro para os compromissos de curto prazo, dois sócios minoritários acabam de abandonar o projeto e o escândalo de corrupção na Petrobrás bate à sua porta.
Sonda encomendada pela Sete Brasil, chega de Cingapura a Angra dos Reis, para entrar em operação 
As dificuldades da Sete, que tem hoje um dos maiores contratos com a Petrobrás, no valor de US$ 25 bilhões (R$ 64 bilhões), já comprometeram os ganhos que os acionistas esperavam obter.
A última reunião entre eles, na quinta (26), virou um encontro para "lavar a roupa suja" com a Petrobrás.
A Sete tem entre seus sócios a Petrobrás, os bancos BTG Pactual, Bradesco e Santander, e vários fundo de pensão ligados ao governo, como Petros (Petrobrás), Funcef (Caixa), e Previ (Banco do Brasil. além deles há sócios minoritários  em cada uma das sondas - conhecidos como operadores.A Sete confirmou que dois deles deixaram o negócio: Petroserv e OAS/Etesco. Eles participavam da construção de 05 das 28 sondas. A Sete procura substitutos.
E mais um problema para a empresa que, pela segunda vez em dois meses, pode atrasar pagamentos aos estaleiros que fazem as sondas.
A Sete precisa de US$ 900 milhões (R$ 2,3 bilhões), para pagar contratos que vencem em dezembro e fevereiro e não tem dinheiro em caixa. em outubro a companhia atrasou pela primeira vez o pagamento e foi socorrida pela Caixa Econômica Federal em R$ 900 milhões.
Esses empréstimos de emergência,  elevam os custos do projeto e reduzem a taxa  de retorno anual dos sócios.
Na reunião da semana passada, alguns acionistas reclamaram que desde sua entrada no empreendimento, em 2011, o ganho anual caiu de 30% para 20%.
Para resolver os problemas financeiros, a sete tenta receber ainda este ano um primeiro empréstimo de US$ 5 bilhões do BNDES e do UK Export Finance, da Inglaterra, que ainda não saiu por desavenças com aqueles sócios operadores que se recusavam a assinar os contratos de financiamento porque queria sair do negócio.
Estrangulada pelos gastos mais urgentes, a Sete pede agora R$ milhões ao Banco do Brasil. é um terço do que precisa no curto prazo, para não atrasar novos pagamentos.