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quinta-feira, 11 de junho de 2015

ÉTICA
Socióloga fundadora do PT diz que partido 'esgarçou a bandeira da ética'
Para Maria Victória Benevides, legenda perdeu sua base social e por isso tem responsabilidade pela alta rejeição

SÃO PAULO - A socióloga Maria Victória Benevides, uma das ideólogas do PT e presidente da Comissão de Ética Pública do Planalto no primeiro governo Lula (2003-2006), se diz "muito triste" com a atual situação do partido e do governo. Aos 73 anos, Maria Vitória qualificou a gestão Dilma como "combalida" e "fragilizada", em depoimento ao GLOBO feito às vésperas do 5º Congresso do partido que começa nesta quinta-feira, em Salvador, e que tem como objetivo debater novos rumos para a legenda.

Ela declarou que o PT tem responsabilidade por seus quadros estarem sendo vaiados, uma vez que a legenda "esgarçou a bandeira da ética", perdendo sua base social. Segundo ela, o partido precisa rever e retornar seus princípios, tese que defende ao lado de outros intelectuais do PT, como o sociólogo André Singer. Abaixo, trechos do depoimento de Maria Vitória, que é professora da Universidade de São Paulo (USP):

OS TRUNFOS DO PT


“Eu tenho muito orgulho de ter participado durante tanto tempo de um partido que quando chegou ao poder em 2003 iniciou programas sociais que fizeram a diferença para uma população tão desassistida até então. O PT desenvolveu uma política externa importante com uma cooperação Sul-Sul, estreitamento das relações com a África, independência em relação aos Estados Unidos. O Brasil conquistou uma posição de grande respeito no mundo e destaco também a questão do respeito aos direitos humanos”.

CORRUPÇÃO

“Mas algumas bandeiras foram deixadas para trás, sem dúvida. É aquela questão do partido de esquerda que chega ao poder e quer resolver problemas históricos em muito pouco tempo e atropela a ética, a transparência, a participação. Tudo o que ocorreu que se reverteu em escândalos, a ação 470, jocosamente chamada de mensalão. Eu não desculpo a corrupção. A bandeira da ética tremulou por muito tempo no PT, mas se esgarçou. E levou ao afastamento de muita lideranças, muita gente. 

E a maior tristeza que eu tenho é o afastamento dos jovens e dos militantes que deram sangue, suor e lágrima por esse partido. O PT ter chegado a essa situação em que as pessoas são vaiadas, a Dilma é insultada. Acho que o partido tem responsabilidade sobre isso e tem que rever isso tudo. O PT se afastou de suas bases, do orçamento participativo, de participação popular. Eu, junto com outros intelectuais, como André Singer, defendo um retorno às origens no sentido de retomar princípios e bandeiras”.
POLÍTICA ECONÔMICA

“Fiquei extremamente chocada com esse ministério formado no segundo mandato de Dilma, a começar pelo Joaquim Levy que é contra tudo o que partido sempre defendeu. Precisamos retomar temas cruciais que ficaram muito mofinas nessas gestões petistas. Não se pode voltar ao que foi porque muita coisa mudou com o governo Lula. Mas é preciso uma retomada radical, séria dos princípios. Por outro lado não pode ser algo que já abale mais o já combalido governo Dilma, que acho que se equivocou mas é respeitável. Esse partido desenvolveu uma política econômica que, não sendo de esquerda, de um partido que se apresentava como de esquerda, foi uma política em que todos ganharam um pouco. Os muito pobres ganharam muito e os ricos ganharam muito, haja vista o lucro dos bancos. A classe média foi a mais penalizada e é por isso que tem reclamado tanto do governo Dilma, já muito fragilizado”.

EXPECTATIVA COM GOVERNO DILMA

“O problema crucial do Brasil permanece sendo a desigualdade. A distância entre os pobres e os ricos segue sendo abissal. O governo do PT melhorou muito a casa do pobre da porta para dentro, mas da porta para fora a desigualdade continuou sem atendimento de saúde, sem acesso à educação. Essa era a expectativa com o governo Dilma, que não está sendo cumprida. Estou muito triste com tudo isso, mas não desesperançosa, eu sou professora logo sou otimista, não dá pra acreditar na educação como saída sem ser otimista”.
Fonte O Globo...

REFORMA
Câmara aprova mandatos de cinco anos a partir de 2022 e e mantém voto obrigatório nas eleições

No fim da noite, plenário rejeitou a coincidência das eleições no país


Câmara dos Deputados aprova proposta de mandato de cinco anos a todos os cargos eletivos

BRASÍLIA - Por 348 votos a favor e 110 contra, a Câmara aprovou nesta quarta-feira, em primeiro turno, o aumento de quatro para cinco anos dos mandatos do Executivo e do Legislativo. A medida atingiria a partir de 2022 o presidente da República, governadores, senadores e deputados. Pelo texto original aprovado, os prefeitos e vereadores já seriam afetados nas eleições de 2016. O aumento dos mandatos vem duas semanas após a Câmara aprovar, também em primeiro turno, o fim da reeleição para os cargos executivos. As mudanças terão que ser aprovadas em mais um turno na Câmara e outras duas vezes no Senado. No início da sessão desta quarta, a Câmara rejeitou o fim do voto obrigatório.
No fim da noite, a Câmara rejeitou a coincidência das eleições no país. A proposta de coincidir todas as as eleições de cargos eletivos - presidente e vice-presidente, governadores e vices, deputados federais, estaduais e distritais, senadores, prefeitos e vereadores - teve apoio de 220 deputados. Outros 225 deputados rejeitaram a proposta, além de três deputados que se abstiveram. Para ser aprovada, a emenda precisaria ter pelo menos 308 votos sim.
Por 419 votos a 8, os deputados determinaram em quatro anos os mandatos de prefeitos e vereadores eleitos em 2016. Dessa forma, o mandato de cinco anos valerá apenas a partir das eleições de 2020.

COMO FOI A VOTAÇÃO QUE AUMENTOU O MANDATO


A votação da emenda que aumentou os mandatos de Executivo e Legislativo teve o apoio da maioria dos partidos, mas provocou muita polêmica em plenário. Deputados do DEM, contrários ao aumento dos mandatos de quatro para cinco anos, criticaram a emenda e disseram que, da forma como estava redigida, poderia abrir brecha para a prorrogação de mandatos da presidente Dilma Rousseff, dos governadores e deputados eleitos no ano passado.

Embora a emenda afirme textualmente que o presidente da República, governadores, deputados federais e estaduais eleitos em 2018 terão mandatos de quatro anos, deputados consideraram pouco explícita a redação do texto. Prontamente, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o relator da reforma política, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), se posicionaram reforçando que não valeria para os atuais mandatários.
De acordo com o texto, os únicos que já teriam os mandatos ampliados na próxima eleição seriam os senadores eleitos em 2018, que receberiam nove anos de mandato. Isso permitiria que a partir de 2027 todos os três senadores dos estados fossem eleitos no mesmo ano para mandatos de cinco anos — contra os oito anos atuais. A mudança no mandato deles, no entanto, deve enfrentar fortes resistências no Senado.


Crítico ao aumento dos mandatos, o deputado Sandro Alex (PPS-PR) disse que o que ficaria da reforma política seria o aumento dos mandatos dos próprios deputados:
— Estamos legislando em causa própria. Não é possível que o único projeto aprovado seja o aumento do mandato — disse o deputado do PPS.
Com o apoio de 311 deputados, a Câmara rejeitou a adoção do voto facultativo no Brasil. A proposta que tornava opcional o voto do eleitor contou apenas com 134 votos favoráveis, menos da metade do necessário. Pesquisa Datafolha de maio do ano passado mostrava que seis em cada 10 brasileiros eram favoráveis ao voto facultativo.
Como a mudança não ocorreu, fica mantida a atual regra da Constituição Federal, que estabelece que o eleitor maior de 18 anos é obrigado a votar e fazer seu alistamento eleitoral, facultando-o apenas aos analfabetos, aos que têm mais de 70 anos e aos menores de 16 anos.
A maioria dos partidos encaminhou contrariamente ao voto facultativo. Apenas o DEM, o PPS e o PV encaminharam a favor e o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), decidiu liberar sua bancada.
— Eu sou a favor, mas a bancada estava dividida, por isso liberei. Para mim, o voto facultativo aproximaria o candidato do eleitor — disse Picciani.

— Tenho preocupação com o voto em locais com milícia e narcotráfico, mas hoje o voto no Brasil já é na prática facultativo, pois a multa é muito pequena. Sou a favor porque essa é a vontade da população — acrescentou o deputado Índio da Costa (PSD-RJ).
No plenário, deputados comentavam que o fim da obrigatoriedade iria encarecer muito o voto, com o candidato tendo que convencer o eleitor a ir votar. O líder do PSOL, Chico Alencar (RJ) disse que o partido entende que o voto é um direito, mas também um dever do cidadão. Ele lembrou que na época da República Velha, quando existia o voto de cabresto, o voto também era facultativo.
— O voto facultativo valoriza monetariamente o ato de votar, ainda mais em um sistema contaminado pela corrupção — disse Alencar.
O tucano Luiz Carlos Hauly (PR) disse que embora seja a favor da tese do voto facultativo, votou contra por entender que o Brasil ainda não é um país desenvolvido:
— Mesmo obrigado, os brasileiros não vão votar. O voto facultativo aumentará exponencialmente a influência do poder econômico nas eleições.

Fonte O Globo....

quarta-feira, 10 de junho de 2015

CADÁVER

'Um pé por US$ 200': o estranho mercado de cadáveres nos EUA

  • Getty Images
A alta demanda por parte de empresas de pesquisa médica e de indústrias que fabricam aparatos cirúrgicos, além dos programas universitários de medicina, fez surgir um mercado curioso nos Estados Unidos: o de cadáveres.
Esses setores precisam de corpos para o trabalho com órgãos e tecidos humanos e continuarem desenvolvendo suas pesquisas. Antigamente, a fonte desse recurso eram doações em vida de pessoas que manifestavam o desejo de terem seus corpos contribuindo com a ciência após a morte.

Mas isso não dá conta da demanda. Com a oportunidade de negócio, surgiram empresas dedicadas à comercialização de tecidos humanos ou corpos.

Uma equipe da BBC investigou o tema de perto.

Negócio

Os jornalistas Galen Koch, Peter Lang-Stangton e Nick Farago descobriram que o setor tem mais de 20 dessas empresas nos Estados Unidos.

E que apesar de se tratar de um negócio raro, essas companhias são legais.

Eles explicaram como funciona o mercado em um documentário transmitido pelo Serviço Mundial de rádio da BBC chamado The resurrection men ("Os homens da ressurreição").

Os três visitaram uma das empresas, chamada Research for Life, localizada em uma zona industrial de Phoenix, no Arizona. O gerente da empresa, Garland Shreves, explicou que se trata de um negócio familiar: ali trabalham 40 pessoas, entre elas sua esposa e seus filhos.

Segundo os jornalistas, a sede da Research for Life é um grande edifício, com escritórios "normais". Shreves é descrito como um homem bem-humorado, sorridente e simpático, de 50 e tantos anos, que dirige uma van vermelha.

O empresário conta que trabalhou na indústria funerária durante 36 anos antes de começar o novo empreendimento.

"Alguns não gostam que nos chamem de 'banco de tecidos'. A realidade é que se você vai a um banco normal, o que espera encontrar? Dinheiro? Pois se você vai a um banco de tecidos, encontrarás tecidos", disse. Os órgãos e tecidos que a Research for Life" vende não são para transplantes.
Os tecidos retirados dos cadáveres são usados por profissionais médicos e cientistas, não só em universidades, mas também em outros centros de investigação científica.

Shreves assegura que todos os corpos que eles recebem na empresa foram entregues de maneira voluntária.

"As pessoas tomam a decisão de doar os cadáveres, não as forçamos. Ninguém rouba um corpo da sua tumba", garante o empresário.

Segundo ele, sua empresa tem guardado no momento cerca de 80 cadáveres.

Como trabalham

Após recolherem o corpo doado, eles o colocam em um frigorífico. E aí ele passa por uma série de exames de sangue (HIV, hepatite, tuberculose) e uma avaliação física para ver suas condições e que parte dele é possível vender.

Há muitas opções: pode-se vender o corpo inteiro ou algum membro específico. Às vezes, o pedido é de um corpo que tenha certa idade e que não tenha passado por operações cirúrgicas, por exemplo, conforme explica Shreves.

A partir do pedido, um plano é feito para determinar o que será extraído.

Os preços das partes do corpo variam muito.

Uma cabeça congelada custa US$ 500; um pé, US$ 200; um torso, entre US$ 1.500 e US$ 1.800; um joelho, US$ 300; e uma mão, US$ 125.
Shreves diz que um corpo completo pode ser vendido por entre US$ 2.000 a US$ 3.000.

Algumas pessoas preferem doar seus corpos para a Ciência antes de serem enterrados em um cemitério

Nos Estados Unidos, é ilegal vender partes do corpo, mas essas empresas encontraram a maneira de fazer o negócio de forma legal: ela não cobram pelo corpo, e sim pelo serviço de fornecê-lo.

As partes do cadáver que sobram são cremadas e as cinzas, entregues à família do defunto.

Segundo o documentário, muitas famílias optam por doar o corpo para evitar os custos de cremação, que podem alcançar os US$ 2 mil.

Arizona

Os jornalistas da BBC entraram em contato com outra empresa do ramo, a United Tissue Network, também localizada no Arizona.

A diretora de comunicação da companhia, Kayla Hrabak, explicou a eles que a maioria das empresas do setor estão concentradas lá.

O motivo é que a região de Phoenix, no Arizona, é muito conhecida pelo alto número de idosos.

Uma moradora da cidade lhes contou o motivo pelo qual decidiu entregar seu corpo à empresa assim que morresse.

"Doei meu corpo para que meus filhos não tenham que se preocupar comigo", explicou.

"Quando morrer, meus filhos só precisam ligar para a 'United Tissue Network'", disse.

"Sempre quis doar meu corpo à Ciência e que eles façam o que quiserem com ele.

terça-feira, 9 de junho de 2015

MORTE

Deputado estadual Welington Landim morre em Fortaleza 

Deputado estadual Welington Landim (Foto: Marília Camelo/Agência Diário)
O deputado estadual Welington Landim, 59, morreu na manhã desta terça-feira (9), emFortaleza. O político, natural de Brejo Santo, morreu vítima de meningite bacteriana. Ele estava hospitalizado desde o último dia 31 de maio, na UTI do Hospital São Mateus. De acordo com a assessoria da Assembleia Legislativa do Ceará a sessão foi suspensa.
O velório ocorre a partir das 16h na Assembleia Legislativa. Depois o corpo do político cearense segue para a sua cidade natal, Brejo Santo. Sepultamento acontece na manhã de quarta-feira (10). Welington Landim deixa quatro filhos, Guilherme Landim (atual prefeito de Brejo Santo), Welington Filho, Gilvan Landim e Bárbara Landim.
Formado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco e especializado em ultrassonografia pela Universidade de Campinas, Welington Lamdim foi prefeito de Brejo Santo no período 1989-82, terminando a administração com mais de 90% de aceitação popular.
Obras políticas
Sua maior obra foi sanear 90% do município (destacando-se na administração o abastecimento d`água da sede do município, esgotamento sanitário e pavimentação em mais de 90% das ruas, além de uma ampla reforma no setor de saúde).
Eleito deputado estadual em 1994 e reeleito em 1998 entre os mais votados do Estado. Ainda no primeiro mandato como deputado estadual (1997/98) foi eleito 1º Secretário da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará. No segundo mandato como deputado estadual, foi presidente da Assembleia Legislativa (1999/2001) e reeleito, por unanimidade, para o período 2001/2002.
Em 2002 foi candidato a Governador do Ceará, obtendo 240 mil votos 240.189 votos, um número significativo. De 2003 a 2006 comandou a Coordenadoria Regional da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), no Ceará.
Eleito deputado estadual em 2006 e reeleito em 2010, é o relator da Comissão Especial da Seca e preside a CPI da Telefonia Móvel no Ceará, mas aprovadas através de requerimentos de sua autoria.

sábado, 6 de junho de 2015

DA  MÁFIA

Iate de luxo de Al Capone virou atração turística no Panamá

  • Alejandro Bolívar/Efe
    O Isla Morada, que era de Al Capone, na baía do Panamá
    O Isla Morada, que era de Al Capone, na baía do Panamá
A toda velocidade, o navio Isla Morada navegou muitas vezes há mais de 85 anos pelo canal de La Mona - entre a República Dominicana e Porto Rico - e pelo estreito de La Florida - entre os EUA e Cuba - ou pelo passo de Los Vientos - entre Cuba e Haiti - em missões arriscadas do crime organizado.
Sob as ordens de Al Capone, o mais famoso gângster da época da Lei Seca, que vigorou nos EUA de 1919 a 1933 e proibia fabricar, transportar, importar, exportar, vender ou comprar bebidas alcoólicas, o barco de madeira realizou perigosos serviços no Caribe para a temida e implacável máfia de Chicago.
Superando tempestades naturais ou perseguições da polícia, sempre chegou às costas americanas com cargas de rum, uísque e outras bebidas contrabandeadas por homens de Capone dos mercados cubano e dominicano.
Mas as missões do Isla Morada - que toma seu nome de uma ilhota da Flórida perto de Miami que foi a base de operações do impiedoso chefão - mudaram de cenário e objetivo, e hoje ele é uma atração da firma panamenha Canal&BayTours para percorrer o Canal do Panamá... com a lembrança de Capone.
Construído em 1920 em Massachusetts como iate de luxo para magnatas e personagens de duvidosa ou impecável reputação, na mesma década passou a ser propriedade do chefe mafioso, encarcerado de 1931 a 1939 por evasão fiscal e que, sem o poder que construiu como chefe criminoso, se retirou para Miami Beach, onde morreu em 1947.
Depois de ser apreendida pelo governo dos EUA, a embarcação ficou na Segunda Guerra Mundial a serviço do Exército como caça-minas, devido a seu casco de madeira. Em 1960, com outro dono, chegou a águas panamenhas para viagens turísticas fora do canal ou como hotel ancorado no Pacífico.
Na década de 1920, no auge de seu império de prostituição, jogo ilegal e tráfico de bebidas, o filho de imigrantes italianos nascido em 1899 em Nova York como Alphonse Gabriel e rebatizado como Scarface (cara cortada) por causa dos ferimentos de navalha que sofreu em uma briga de bordel, transformou o Isla Morada em uma força móvel do contrabando e em antro, com cinco camarotes de luxo, bares e cassino.
Com três andares, 96 metros de comprimento, 5,79 metros de largura e um peso bruto de 94 toneladas, o Isla Morada viaja tranquilo em sua velocidade superior a 12 nós por hora em cerca de oito horas pelos 80 quilômetros do Pacífico ao Atlântico e vice-versa, no canal do Panamá.
As salas foram reformadas e transformadas em restaurante, mas se conservaram elementos básicos como o timão, o mecanismo da âncora na proa, a escada do primeiro ao segundo andar, os banheiros ou as diversas partes forradas com tábuas de madeira.
Por isso, quando o capitão panamenho Eduardo Espinoza se instala na cabine principal como patrão do navio, desfruta navegando com um barco quase único, que, lançado há 103 anos, é exclusivo no canal por sua antiguidade e no qual, à diferença dos mais modernos, com acessórios tecnológicos, deve-se ter um controle "especial" do comando.
"O timão é muito velho. É manual e de corrente, mas está em excelentes condições. É mais sensível... é preciso saber levá-lo. Tudo é diferente, como a corrente da âncora, ainda original", disse Espinoza ao "El País".
"É maravilhoso saber que tem sua história de perigo e que houve capitães que, com Al Capone, se atreveram a fazer travessias delicadas. Por algum motivo está na história dos mares", salientou. "Mas agora está em outra missão", esclareceu.O Isla Morada abriga casamentos e outras festas e passeios, com 104 passageiros no máximo, em um mágico cenário natural... sem os excessos nem a agitação de mais de 85 anos atrás.
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Mansão de Al Capone está à venda por US$ 8,5 milhões8 fotos

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A casa da piscina da mansão à beira-mar em Palm Island, Miami Beach, que já teve como proprietário o notório gângster Al Capone, está à venda. Considerado um dos mais famosos imóveis de Miami Beach, a mansão tem preço estipulado em US$ 8,5 milhões (R$ 20,2 milhões). O vasto complexo é o lugar onde Capone morreu, após ser libertado de Alcatraz, e também é tido como o local onde foi tramado o Massacre de São Valentim, em 1929, nos Estados Unidos One Sotheby's International Realty/Handout/Reuters

sexta-feira, 5 de junho de 2015

DEVASSA
MPF já "devassou" mais de  50 contratos do BNDES


O efetivo prejuízo ao livre exercício da auditoria já se consumou.
Ministro Benjamin Zymler (TCU) sobre a sonegação de documentos pela Petrobras!
O Ministério Público Federal (MPF) realizou uma minuciosa devassa em cerca de 50 contratos de financiamentos do BNDES com empreiteiras brasileiras, sendo metade relativa a contratos de obras no exterior, em condições consideradas demasiado vantajosas. Essa investigação levou o MPF a formular mais de 60 pedidos de prisão, ainda sob exame de força-tarefa de cinco juízes federais, em Brasília.
 Manobra
A recente decisão do BNDES de “abrir” contratos secretos é uma tentativa de evitar uma aguardada operação contra suas malfeitorias.
 A preferida
Levantamento desta coluna, há 4 meses, foi confirmado pelo jornal O Globo: a Odebrecht faturou 70% dos negócios do BNDES no exterior.
 O protetor
O ex-presidente Lula foi denunciado por suposto lobby para conseguir obras bilionárias para Odebrecht no exterior, financiadas pelo BNDES.
  Sob lupa
As relações do BNDES com empresas como o grupo JBS/Friboi estão no centro das prioridades da investigação do MPF.
Aliados ameaçam votar PEC limitando ministérios
O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), deve levar na próxima semana a Michel Temer uma nova rodada de reclamações dos aliados. Os deputados cobram a garantia da liberação das emendas parlamentares, que, em atraso, já ultrapassam os R$ 400 milhões. Sem sinal de garantia da verba, a ameaça é acelerar a PEC 299/13, de Eduardo Cunha, que limita em vinte o número de ministérios.
Tesourada
Michel Temer deve chamar o ministro Joaquim Levy (Fazenda) para participar da reunião de com Leonardo Picciani.
 Apertou
Mais de 30% dos quase R$ 70 bilhões contingenciados pelo Governo Federal são das emendas parlamentares. Daí a insatisfação.
 Calma, gente
O ministro Nelson Barbosa (Planejamento) avisou à turma de Michel Temer que há dinheiro em caixa para bancar as emendas.
 Trato é trato
Deputados reclamam que derrubaram a meta fiscal, em dezembro, com promessa de reajuste nas emendas. Agora, o Governo segura a grana.
 Virada
O Planalto se esforça para, aprovado o pacotão de maldades fiscais no Congresso, votar finalmente o pacote anticorrupção. É o primeiro passo para tentar construir uma agenda positiva para o governo Dilma.
 Plebiscito
O deputado Henrique Fontana (PT-RS), que é contra a redução da maioridade penal, provoca Eduardo Cunha: “Por que não aceita plebiscito sobre empresas financiarem eleições? Medo de perder?”
 Passe concorrido
Após perder Bruno Dantas para o Tribunal de Contas da União (TCU), onde agora é ministro, Benjamin Steinbruch tem um sonho: convencer o ministro-chefe da Advocacia Geral da União a aceitar seu convite para assumir a direção jurídica da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
 Insensibilidade
A saúde pública no DF está um caos, mas, segundo o Siggo, o sistema de monitoramento dos gastos públicos, a secretaria de Saúde mantém R$ 198,7 milhões aplicados em CDB e R$ 31,8 milhões na poupança.
Da coluna de Cláudio Humberto JB...

quarta-feira, 3 de junho de 2015

SITUAÇÃO CRÍTICA
Francisco Teixeira afirma que Ceará não tem mais água
O secretário de recursos hídricos do Ceará, Francisco Teixeira, em visita à Assembleia Legislativa do Estado, nessa terça-feira (2), afirmou que o Ceará não tem mais água.

Atualmente, o volume total armazenado em todo o território cearense é de 19,6%. Do montante, apenas duas barragens concentram a quantidade, Orós e Castanhão. Segundo o secretário, o abastecimento está garantido até o final do ano em Fortaleza e Região Metropolitana.

Para o interior do Estado, o governo deve criar poços profundos. Em Crateús, por exemplo, a situação é mais delicada. No entanto, mesmo com a perfuração de poços ainda é difícil encontrar água no Ceará.

Ao Estado, resta ainda dar início a uma campanha de conscientização do consumo de água por parte da população.

Com Cearanews7..