Pesquisar

quinta-feira, 2 de julho de 2015

RESUMO DO DIA
De autoria do escritor Ruy Câmara

1. JUSTIÇA: Eduardo Cardoso, ministro da ANTIJUSTIÇA, está com os dias contados e deverá ser banido do cargo a qualquer momento.
2. PETROBRAS: Dilma substituiu um ladrão (Nestor Cerveró) e por outro (Jorge Zelada), Em pouco tempo o bandido fez uma fortuna. Dias atrás o principado de Mônaco bloqueou 10 milhões de euros em sua conta (cerca de R$ 35 milhões) e nessa quinta-feira (2/7), o o bandido foi preso pela PF.
3. FERNANDO PIMENTEL - GOVERNADOR DE MINAS: Está cada vez mais complicado o triângulo da corrupção envolvendo a bela jornalista, Carolina Oliveira (Carolzinha para os íntimos); seu marido, Fernando Pimentel (PT), e o empresário Benedito Oliveira, preso e investigado na Operação Acrônimo. Bené ficou rico a partir de 2005 com a ajuda do Governo Federal e sua gráfica foi a que mais recebeu recursos do comitê de Pimentel na disputa pelo governo de Minas.
4. JOSÉ DIRCEU: Os advogados do ex-subchefe da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA deram entrada hoje com um habeas corpus preventivo na 4ª Região do TRF, para evitar que esse LADRÃO empedernido e sem recuperação volte para a sua hospedaria na PAPUDA.
5. MENOR IDADE PENAL: Apesar da vitória da sociedade na votação de ontem na Câmara Federal, a luta pela redução para 16 anos vai continuar nas próximas votações (Câmara e Senado) até ser transformada em lei.
6. Nenhuma ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA do mundo deu ou dá mais trabalho, mais prejuízo e é mais dispendiosa para a polícia e justiça de uma nação do essa que está no poder. O PT deveria se condenado a ressarcir aos cofres públicos os gastos com tantas operações da polícia federal para prender bandidos dessa ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA.
7. O Brasil aguarda com ansiedade a PRISÃO DE LULA, que poderá sair em breve. Aguardemos.


Danilo Forte convoca reunião com entidades para garantir pagamento integral do aumento do FPM
O motivo da reunião ocorreu após prefeitos reclamarem que o aumento do repasse do FPM, que deveria ser de 0,5% este ano, está sendo na verdade de 0,25%; Valor referente ao primeiro semestre de 2015
O deputado Danilo Forte (PMDB-CE) convocou para a próxima terça-feira, 07 de julho, uma reunião com representantes das entidades dos prefeitos para definir uma estratégia que garanta o pagamento integral do aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de 0,5% destinado às prefeituras. O encontro acontecerá no âmbito da Comissão Especial da Câmara que analisa a revisão do Pacto Federativo. O peemedebista acusa o Tesouro Nacional de se utilizar de uma brecha para pagar apenas o FPM referente apenas ao primeiro semestre.
“Nós estamos propondo na próxima terça-feira (07) na nossa reunião (da Comissão do Pacto) fazer um encontro, inclusive, com as associações e instituições que congregam os prefeitos para ver uma equação capaz de não prejudicar as prefeituras com relação a esta questão do repasse (do FPM). Porque realmente o Tesouro usou de um artifício em que os municípios não vão receber o 0,5% (de aumento) este ano e também no ano que vem não recebe o complemento, porque um orçamento fiscal não pode ficar de um ano para o outro. Então eu acho que é necessário que a gente procure fazer uma conversa e um pacto político para que possamos fazer com que os municípios não percam”, disse.
A declaração do peemedebista cearense aconteceu durante a reunião do colegiado em que foi apresentado o relatório prévio do deputado André Moura (PSC-SE) com as primeiras 12 medidas em formato de Propostas de Emendas Constitucionais (PECs) e Projetos de Leis (PLs) que alteram a relação entre a União, Estados e municípios. A proposta apresentada será apreciada na próxima semana.
Relatório
A votação do relatório do parlamentar sergipano ficou definido que acontecerá na quinta-feira, 09 de julho. Até o próximo dia 02 de julho, André Moura receberá as sugestões dos parlamentares que querem alterar o parecer apresentado. O novo relatório será conhecido na próxima terça-feira, 07. “Nós buscamos nestas medidas atender Estados e municípios, que é o objetivo maior deste Pacto Federativo. E de uma redistribuição mais justa dos recursos arrecadados”, falou André Moura.
“Hoje estamos mexendo aí na ordem de recursos de quase R$ 60 bilhões nestes 12 pontos que estamos fazendo exatamente para melhorar o financiamento dos Estados e municípios no que diz respeito as suas prestações de serviços. E isso com certeza terá alguns senões, questionamento, principalmente por parte de como se dará a efetiva transferência destes recursos, até a cobrança de alguns e modificação de outros. Por isso, tem que se ter muita clareza. E dentro desta clareza a gente espera até terça-feira (07) construir uma unidade”, complementou Danilo Forte.
Matéria extraída do site do parlamentar...
MAIORIDADE PENAL
Veja como votaram os parlamentares cearenses.
 Arnon Bezerra foi o único a mudar seu voto na segunda votação   
                 
congressoEm nova votação que  reverteu o resultado da votação da proposta da redução da maioridade penal, ocorrida na noite desta quarta-feira (01/07) na Câmara Federal, e que aprovou  um texto mais brando, veja como  votaram os parlamentares cearenses.
Genecias Noronha (SD), não compareceu à votação, mas  votou a favor na primeira votação na terça-feira (30/06). Nove deputados da base governista que já haviam votado pelo NÃO, mantiveram sua votação. Arnon Bezerra que votara PELO sim  na votação da terça, desta vez mudo seu voto e votou pelo NÃO .Já Domingos Neto (PROS), que já havia votado pelo NÃO, desta vez não compareceu à votação.

Votaram pelo SIM                                                                                                                                                                                                   
Aníbal Gomes (PMDB)                                                                                                      
Antonio Balhmann (PROS)                                                                                                          
Cabo Sabino (PR)                                                                                            
Danilo Forte (PMDB)                                                                                    
Gorete Pereira (PR)                                                                                        
Moroni Torgan (DEM)                                        
Moses Rodrigues (PPS)                                                                          
Virtor Valim (PMDB)                                            
Raimundo Gomes de Matos (PSDB)                  
Ronaldo Martins (PRB)


Votaram pelo NÃO

Adail Carneiro (PHS)
André Figueredo (PDT)
Arnon Bezerra (PTB)
Chico Lopes (PCdoB)
José Airton Cirilo (PT)
José Guimarães (PT)
Leônidas Cristino (PROS)
Luizianne Lins (PT)
Odorico Monteiro (PT)


MORTO POR ROBÔ
Robô mata funcionário da Volkswagen na Alemanha
Acidente aconteceu depois que um técnico acessou a gaiola de proteção do robô
Robô trabalhando em montadora de veículos  (Foto: Getty Images)
Um técnico de 21 anos morreu nesta quarta-feira (1) depois de ser atingido por um robô na fábrica da Volkswagem em Kassel, na Alemanha. O acidente aconteceu enquanto dois funcionários da montadora trabalhavam na instalação da máquina. As informações são do site do jornal Financial Times.
Segundo a Volks, o técnico entrou na gaiola de proteção em que o robô opera e foi prensado pela máquina contra uma placa de metal. O jovem foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O segundo funcionário, que estava fora da gaiola, saiu ileso do acidente.
Ainda de acordo com a montadora alemã, o robô não apresenta nenhum problema técnico, dando a entender que o acidente, que está sob investigação, aconteceu por causa de falha humana. 
O robô em si faz parte de uma geração antiga de máquinas usadas para automação industrial. A Volks fez questão de esclarecer isso, já que tem uma nova geração de robôs-assistentes. Eles trabalham lado a lado com seres humanos. Não há notícias de acidentes graves com máquinas de gerações mais recentes e mais inteligentes.
Os robôs mais novos costumam ter sistemas de segurança que evitam choques diretos com seres humanos. Mas a notícia não deixa de alimentar o debate sobre o futuro da automação nas empresas. Os robôs serão suficientemente inteligentes para não cometer erros capazes de causar ferimentos em humanos? Conseguirão se esquivar de eventuais erros dos funcionários de carne e osso?
Uma curiosidade: o nome da autora da reportagem do FT é Sarah O'Connor, o mesmo nome da personagem do filme O exterminador do futuro, que conta a história de um robô androide que viaja no tempo para matá-la. O perfil do Twitter dela foi invadido por gente fazendo piada com a coincidência. Ela, aparentemente, não gostou muito.
PEC
Câmara aprova em primeiro turno nova proposta para reduzir maioridade

Aprovação ocorreu um dia após PEC semelhante ser derrubada na Casa.
Idade penal reduz para 16 anos em homicídio, lesão grave e crime hediondo.


Após polêmica sobre a validade da votação e com as galerias do plenário vazias, a Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quinta-feira (2) proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal para crimes hediondos, homicídio doloso, e lesão corporal seguida de morte. O texto ainda precisa ser votado em segundo turno antes de seguir para o Senado.
A aprovação se deu com 323 votos favoráveis, 155 contrários e 2 abstenções. Eram necessários ao menos 308 votos a favor para a matéria seguir tramitando. De acordo com o presidente da Câmara,Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a votação em segundo turno deverá ocorrer após o recesso parlamentar de julho, já que é preciso cumprir prazo de cinco sessões antes da próxima votação.
Pelo texto, os jovens de 16 e 17 anos terão que cumprir a pena em estabelecimento penal separado dos menores de 16 e maiores de 18. Ao final da votação, deputados seguraram cartazes na tribuna em defesa da proposta e comemoraram com gritos em plenário.
A aprovação da proposta ocorre depois de aCasa derrubar, na madrugada de quarta-feira, texto semelhante, que estabelecia a redução casos de crimes cometidos com violência ou grave ameaça, crimes hediondos (como estupro), homicídio doloso, lesão corporal grave ou lesão corporal seguida de morte, tráfico de drogas e roubo qualificado.
Após a rejeição na noite anterior, Cunha afirmou que a Casa ainda teria que votar o texto principal, mas ressaltou que isso só ocorreria após o recesso parlamentar de julho. No entanto, após reunião com parlamentares favoráveis à redução da maioridade penal, ele decidiu retomar a análise do tema nesta quarta (1º) para apreciar um texto parecido com a proposta rejeitada.

Jovens da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Nacional dos Estudantes Secundaristas (UNBES) não esperavam a retomada da votação e, por isso, não conseguiram fazer protestos como os mobilizados na noite anterior.
Cunha também não permitiu a entrada dos poucos estudantes que foram à Câmara para defender a derrubada da proposta, alegando que os manifestantes fizeram tumulto na noite anterior. A decisão do presidente da Câmara de votar um texto semelhante ao derrotado de madrugada também gerou bate-boca e questionamentos por parte de deputados contrários ao texto, mas o peemedebista conseguiu prosseguir com a votação.
Durante a sessão, deputados do PT, do PSOL e do PCdoB defenderam a derrubada da PEC. O governo defende alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente e ampliar o tempo máximo de internação de 3 para 8 anos.
“Todos nós queremos resolver a questão da violência, da criminalidade, queremos evitar que crimes bárbaros terminem. Mas precisamos, de forma madura e responsável, encontrar qual a alternativa real para resolver o problema. E a alternativa real é alterarmos o Estatuto da Criança e do Adolescente. Os efeitos colaterais dessa redução da maioridade penal são maiores que os alegados benefícios”, disse o deputado Henrique Fontana (PT-RS).
O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), também discursou contra a proposta. “Não queremos jovem infrator na rua, mas queremos lugares decentes para que eles sejam punidos. Mas não dá para misturar os jovens com bandidos de alta periculosidade. O que está em jogo é o futuro dessas gerações. É um retrocesso se aprovarmos essas emendas”, afirmou.
Já parlamentares favoráveis à redução da maioridade penal argumentaram que a PEC não soluciona o problema da violência, mas reduz o sentimento de “impunidade”. "Nós sabemos que a redução da maioridade penal não é a solução, mas ela vai pelo menos impor limites. Não podemos permitir que pessoas de bem, que pagam impostos, sejam vítimas desses marginais disfarçados de menores", discursou o líder do PSC, André Moura (SE).
O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), um dos articuladores da votação nesta quarta, também defendeu a redução da maioridade penal. "O PMDB afrma a sua posição de maioria pela redução da maioridade penal, nos crimes especificados. Achamos que a proposta é equilibrada, ela é restrita", disse. “A sociedade não aceita mais a impunidade e não deseja mais sentir o medo, o pavor e o receio que vem sentido no dia a dia.”

Emenda apresentada na quarta
A proposta derrubada nesta quarta é produto de uma emenda aglutinativa – texto produzido a partir de trechos de propostas de emenda à Constituição apensadas ao texto que está na pauta do plenário.
Essa emenda foi elaborada pela manhã por deputados do PSDB, PHS, PSD e PSC, e protocolada na Secretaria-Geral da Mesa. No plenário, deputados do PT, do PDT e do PCdoB alegaram que a elaboração de uma proposta com teor muito semelhante ao texto derrubado contraria o regimento. Argumentaram ainda que, para ser votada, a emenda teria que ter sido elaborada e apensada antes da votação ocorrida durante a madrugada.
Cunha rebateu os argumentos citando o artigo 191, inciso V, do regimento interno da Câmara. Conforme esse trecho, na hipótese de rejeição do substitutivo (texto apresentado pelo relator da proposta, como é o caso), “a proposição inicial será votada por último, depois das emendas que lhe tenham sido apresentadas”.

Segundo o peemedebista, como o texto original ainda não havia sido votado, é permitida a apresentação de novas emendas aglutinativas com base nas propostas apensadas a essa redação.
Os parlamentares continuaram a protestar e Cunha chegou a bater boca com eles. “Quando o senhor é chamado de autoritário, o senhor se chateia”, protestou o deputado Glauber Braga (PSB-RJ). Cunha rebateu: “Ninguém vai vencer aqui no berro”.
“Não imagine que o senhor vai nos escravizar, porque não vai. Não imagine que todos os parlamentares vão abaixar a cabeça”, emendou Braga. O deputado Weverton Rocha (PDT-MA) acusou Cunha de “aplicar um golpe”. A deputada Erika Kokay (PT-DF) chamou o presidente da Câmara de Luiz XIV, em referência ao rei francês absolutista, e disse que ele tentava sobrepor a sua vontade a dos parlamentares.
José Guimarães (PT-CE), fez um apelo para que a votação fosse suspensa e a Câmara discutisse como alternativa um projeto de lei que tramita no Senado ampliando de 3 para 10 anos o período máximo de internação de jovens infratores.
Segundo ele, “uma discussão tão importante como essa” não poderia ser tratada “com tamanho radicalismo”. Guimarães argumentou ainda que a aprovação da emenda poderia trazer “sequelas”.
“Reverter [a posição] de ontem para hoje é o melhor caminho? Claro que não, porque pode deixar sequelas”, disse sobre o impacto da redução. No entanto, Cunha não cedeu e continuou a sessão. Os parlamentares contrários à redução da maioridade decidiram, então, obstruir a sessão, utilizando-se de manobras previstas no regimento para postergar ao máximo a votação.
Com informações do G1..

quarta-feira, 1 de julho de 2015

CONVENÇÃO

Oposição apresenta série de ações contra Dilma após agravamento da crise que atinge governo

Diante do agravamento da crise política e de novas denúncias que vieram à tona, a oposição apresentou nessa terça-feira (30) uma série de ações contra Dilma. “A presidente perde a cada dia as condições de governabilidade. Reitero o que disse na segunda-feira: ela não está bem e é preciso que nós, enquanto oposição, tomemos as medidas necessárias para proteger o país e a verdade”, destacou o senador Aécio Neves (MG), que recebeu em seu gabinete lideranças do PSDB, DEM, PPS e Solidariedade, inclusive os deputados tucanos Carlos Sampaio (SP), Nil- son Leitão (MT) e Bruno Araújo (PE). Crime deextorsão Diante das revelações trazidas pela divulga- ção do conteúdo da delação premiada do dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, foi entregue à tarde uma representação na Procuradoria Ge- ral da República pelo crime de extorsão contra a própria presidente da República e o então tesoureiro da campanha de Dilma e atual minis- tro da Secretaria de Comunicação, Edinho Silva. De acordo com Aécio, a delação deixa clara que houve uma chantagem explícita: a continuidade das obras da UTC com o governo dependia de mais doações ao PT. “O senhor tem obras no governo e na Pe- trobras. O senhor quer continuar tendo?”, teria perguntado Edinho em um encontro, segundo a delação premiada. De acordo com o Pessoa, foi com a verba desviada da Petrobras que a UTC doou dinheiro às campanhas de Lula em 2006 e Dilma em 2014. Diante disso, a avaliação da oposição é a de que os repasses de R$ 7,5 milhões feitas pela empreiteira à campanha presidencial do PT em 2014 foram fruto de gra- ve ameaça realizada pelo então tesoureiro da campanha de Dilma. Pedaladas continuam Uma outra medida é uma representação ao Tribunal de Contas da União denunciando que as chamadas “pedaladas fiscais” continuaram em 2015. A oposição quer que as manobras se- jam investigadas junto com as contas de 2014, que estão em análise pelo TCU. De acordo com Aécio, as infrações à Lei de Responsabilidade Fiscal prosseguem: de acordo com reportagem da “Folha de S.Paulo” do último dia 22, as peda- ladas com bancos estatais continuam: o Tesouro ampliou em R$ 2 bilhões a dívida com Caixa e BB devido a um represamento de repasse para programas sociais. Além disso, a oposição quer o compartilha- mento da íntegra da delação premiada com Tribunal Superior Eleitoral, que julga a existên- cia de dinheiro oriundo da propina da Petrobras na campanha. Em 18 de dezembro o deputado Carlos Sampaio, na condição de coordenador jurídico nacional do PSDB, protocolou no TSE um pedido de cassação do registro de candidatura de Dilma por abuso de poder político e econô- mico. Já naquela ação o partido citou a campanha milionária que superou a soma das despesas de todos os demais candidatos e o recebimento de doações de empreiteiras contratadas pela Pe- trobras como parte da distribuição de propinas, o que caracterizaria o abuso de poder econômi- co. A delação de Ricardo Pessoa coloca a origem desses repasses sob forte suspeita. Impeachment e “pixuleco” Questionado sobre a defesa feita por alguns parlamentares sobre novo pedido de impeach- ment, Aécio disse que essa não é uma palavra proibida, mas avaliou que as ações anunciadas Oposição apresenta série de ações contra Dilma após agravamento da crise que atinge governo são o passo a ser dado neste momento. De acordo com o tucano, tudo está sendo feito com cautela e responsabilidade. O presidente nacional do PSDB voltou a criticar o que classificou de “declarações ab- solutamente incompreensíveis” de Dilma nos EUA. Para o tucano, a fala de ontem foi constran- gedora. “Em uma visita de Estado aos EUA ela dá declarações absolutamente desconexas ao considerar que uma delação dentro da lei para punir criminosos que assaltaram cofres públicos pode ser comparada com uma eventual delação para expor companheiros da luta democrática”, apontou ao se referir à referência feita pela petista sobre a atuação de militantes contra a ditadura militar. “É importante que alguém diga para a presidente da República que o que está sendo investigado não são as doações legais a vários partidos, mas um achaque”, reforçou. O se- nador lembrou o termo “pixuleco”, que seria usado pelo então tesoureiro petista João Vaccari Neto para se referir à propina cobrada da em- preiteira. “Ela tem que responder a isso. Não é possível que ela continue querendo zombar da inteligência dos brasileiros”, concluiu.
DIPLOMACIA

EUA entregam carta de Obama a Raúl Castro; embaixadas abrem em julho

Medida faz parte de processo para restaurar relações diplomáticas.
Ministro cubano disse que embaixadas serão abertas a partir de 20 de julho.


O  diplomata-chefe dos Estados Unidos em Havana, Cuba, entregou nesta quarta-feira (1º) uma carta do presidente Barack Obamadirecionada ao presidente cubano, Raúl Castro, que trata sobre a restauração das relações diplomáticas entre os dois países.
O americano Jeffrey DeLaurentis entregou a carta ao ministro interino das Relações Exteriores cubano, Marcelino Medina, em Havana.
Segundo o ministro, a carta diz que os dois países irão abrir suas respectivas embaixadas no dia 20 de julho ou a partir desta data.
A TV estatal cubana também afirmou que Raúl Castro disse em carta a Obama que Cuba decidiu retomar as relações diplomáticas e abrirá uma nova embaixada a partir de 20 de julho. O governo cubano também afirmou que o fim das sanções econômicas, das transmissões de rádio e TV e de programas "suvbversivos" são necessários juntamente com a restauração das relações diplomáticas. Outro pedido de Cuba foi a devolução da base militar de Guantánamo, hoje de controle americano.
Estados Unidos e Cuba estão prestes a anunciar o restabelecimento das relações diplomáticas nesta quarta, como resultado de uma reaproximação de dois anos entre os ex-rivais da Guerra Fria, que romperam os laços diplomáticos em 1961.
Obama falará, às 12h de Brasília do Rose Garden, na Casa Branca. Não se sabe se Raúl irá retribuir também com uma declaração.
Na sequência de 18 meses de negociações secretas mediadas pelo Papa Francisco e Canadá, os dois líderes anunciaram em dezembro em separado, mas simultaneamente, que planejavam reabrir embaixadas nas capitais um do outro e normalizar as relações.
Em outubro de 1962, Washington e Moscou quase foram à guerra nuclear por causa de mísseis soviéticos estacionados em Cuba.
Sempre desafiando seu vizinho situado a 145 quilômetros de distância, Fidel Castro, 88 anos, permaneceu no poder até 2008, quando entregou o cargo a seu irmão Raúl, 84.
Com as relações diplomáticas restauradas, os Estados Unidos e Cuba se voltarão para a tarefa mais difícil de normalização das relações globais. Os principais obstáculos incluem o embargo econômico dos EUA a Cuba e a base naval de Guantánamo, em Cuba, que os Estados Unidos arrendaram em 1903. Cuba quer que esses 116 quilômetros quadrados retornem ao país como território soberano integral.
Obama, um democrata, pediu ao Congresso controlado pelos republicanos, que removam o embargo de 53 anos, mas a liderança conservadora no Congresso vem resistindo.
O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, é esperado em uma cerimônia de hasteamento da bandeira em Havana no final deste mês, quando a Seção de Interesses vai passar à condição de embaixada. A missão de Cuba em Washington passará por uma atualização semelhante.
O acordo de dezembro também incluiu uma troca de prisioneiros e tentou deixar para a história 56 anos de recriminações mútuas desde que os rebeldes comandados por Fidel Castro derrubaram o governo de Fulgencio Batista, apoiado pelos EUA, em 1º de janeiro de 1959.
Dois anos mais tarde, o presidente norte-americano, Dwight Eisenhower, fechou a embaixada dos EUA em Havana, em 3 de janeiro de 1961, menos de três semanas antes de o presidente eleito, John F. Kennedy, tomar posse. Em abril do mesmo ano Kennedy iria autorizar a invasão de Cuba pelos EUA, organizada por uma força de exilados cubanos. O ataque à Baía dos Porcos falhou e reforçou a posição de Fidel no país e no exterior.
Com G1...