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domingo, 21 de outubro de 2012


Vergonha

Falta de água no IML atrasa liberação de corpos

Pelo menos cinco corpos não podem ser liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Fortaleza, porque até às por volta da 11h deste domingo (21) faltava água no prédio do instituto. O número oficial de corpos não pode ser confirmado, pois nenhum representante da direção do IML se encontrava no local.
Conforme o relato de um funcionário que prefere não se identificar, o primeiro corpo a ser necropsiado deu entrada ainda na manhã de sábado. A família já está aguardando há mais de 17 horas pela liberação do corpo. Parte dos ar-condicionados do prédio não estão funcionando.
Segundo informações coletadas com funcionários, o problema no abastecimento era provocado por uma falha na bomba que injeta a água da cisterna para o restante do prédio. A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança do Estado afirma que o problema já foi solucionado e as atividades foram retomadas.
Problema frequente
Um médico perito, que pediu para não se identificado, afirma que a falta de água é um problema frequente no IML, mas que em nenhuma vez a falta de abastecimento durou tanto tempo. Outros funcionários relatam que, apesar do prédio ter sido reformado e entregue com novas estruturas em junho deste ano, a bomba não foi trocada.
DN

sábado, 20 de outubro de 2012


Oito deputados e uma senadora disputam capitais no 2º turno; veja

As disputas pelas prefeituras das 26 capitais do País em 2012 tiveram 187 candidatos, dos quais 48 deputados federais, estaduais ou senadores - 25% do total. Os membros dos diferentes legislativos só não estiveram presentes em Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), João Pessoa (PB) e Porto Velho (RO). Mesmo assim, apenas em duas capitais os parlamentares se elegeram já no 1º turno. Em outras sete cidades, nove congressistas seguem na disputa para virarem prefeitos.
Em Salvador (BA), metade dos candidatos eram deputados federais: ACM Neto (DEM), Márcio Marinho (PRB) eNelson Pelegrino (PT) tentavam a chefia do Executivo soteropolitano. Marinho ficou de fora, chegando em quarto lugar com 6,51% dos votos válidos, um total de 84.094 votos. Neto e Pelegrino, que somaram 40,17% e 39,73%, respectivamente, garantiram suas vagas no segundo turno, dia 28 de outubro, e um dos dois não vai voltar para Brasília em janeiro do ano que vem.
No Rio de Janeiro, também metade dos candidatos eram deputados: Aspásia Camargo (PV) e Marcelo Freixo (Psol) são da Assembleia Legislativa, e Otávio Leite (PSDB), e Rodrigo Maia (DEM), da Câmara Federal. O socialista foi o que mais perto chegou de um segundo turno, com 914.082 votos (28,15%), soma ainda menor do que a metade da obtida pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB), reeleito com 64,6% - 2.097.733 votos. Maia e Leite foram os seguintes da lista, com 2,94% e 2,47%, respectivamente, enquanto Aspásia chegou em quinto com 1,27%.
Entre os dez candidatos à prefeitura de Belém (PA), quatro eram deputados: Alfredo Costa (PR), da assembleia paraense, e Arnaldo Jordy (PPS), José Priante Junior (PMDB) e Zenaldo Coutinho (PSDB), do Congresso. O tucano é o único que ainda tem chance de trocar Brasília pelo Paço belemense, graças aos 237.252 votos (30,67%) que o levaram ao segundo turno contra Edmilson Rodrigues (Psol). O peemedebista ficou em quarto lugar, com 8,79%, enquanto o popular-socialista acabou em sexto, com 4,92%. Logo atrás veio o legislador petista, com 3,06%.
Na capital sul-mato-grossense a situação é quase a mesma: de sete nomes, quatro atuavam nos legislativos estadual - Alcides Bernal (PP) - e federal - Edson Giroto (PMDB), Reinaldo Azambuja (PSDB) e Vander Loubet (PT). A disputa do segundo turno em Campo Grande (MS) ficou entre o membro da assembleia e o peemedebista, com 40,18% e 27,99% dos votos, respectivamente. O tucano, terceiro colocado, fez 113.629 votos (25,9%), e o petista, 21.377 (4,87%).
Na capital de Roraima, a deputada federal Teresa Surita (PMDB) garantiu a prefeitura com 57.066 votos, ou 39,26% do total - Boa Vista (RR) não tem 200 mil eleitores, por isso não tem segundo turno. O deputado estadual Mecias de Jesus (PRB), que também tentava chegar ao posto máximo do Executivo local, ficou em segundo lugar, com 42.171 mil votos (29,02%).
Na capital alagoana, o deputado federal Rui Palmeira (PSDB) se elegeu em primeiro turno com 230.129 votos (57,41%), deixando a colega de casa Rosinha da Adefal (PTdoB) de fora da prefeitura de Maceió (AL) e em sexto lugar, com 10.022 votos. Jefferson Morais (DEM), da assembleia do Estado, foi o terceiro, com 40.015.
Em São Luís (MA), Edivaldo Holanda Júnior (PTC) ainda tem chance de trocar a Câmara dos Deputados pelo Paço municipal, uma vez que consegiu chegar ao segundo turno, com 36,44% ou 186.184 votos. Seu rival será João Castelo (PSDB), que somou 30,6% no dia 7. A deputada estadual Eliziane Gama (PPS) chegou em terceiro lugar, com 13,81%.
Em Curitiba (PR), o deputado federal Ratinho Junior (PSC) era o único legislador na disputa. Chegou ao segundo turno com 34,09% (332.408 votos), e vai disputar a prefeitura com Gustavo Fruet (PDT), que marcou 27,22% (265.451).
Os deputados federais Paulinho da Força (PDT) e Antônia Lúcia (PSC), que concorreram às prefeituras de São Paulo e Rio Branco (AC), não tiveram o mesmo destino que os colegas de casa. Com 38.750 votos, o trabalhista somou 0,63% do eleitorado, ficando em sétimo entre os 12 pleiteantes ao Executivo paulistano - José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT), que fizeram 30,75% e 28,98%, respectivamente, ainda disputam a vaga. A social-cristã do Acre registrou um percentual de 1,92% do eleitorado, mas chegou em quarto lugar e, portanto, ficou fora do segundo turno. Na capital acreana, dia 28, disputam Tião Bocalom (PSDB), que fez 43,85% no dia 7, e Marcus Alexandre (PT), que somou 48,3%.
Únicos senadores disputando em Recife (PE) e Fortaleza (CE), Humberto Costa (PT) e Inácio Arruda (PCdoB) também voltam para Brasília sem o mandato no Executivo que disputavam. O comunista fez 22.808 votos (1,82%) e foi o sétimo entre os dez candidatos da capital cearense. O segundo turno está entre Elmano da Costa (PT) e Roberto Claudio (PSB), que atingiram 25,44% e 23,32%, respectivamente. O petista chegou em terceiro na disputa pela prefeitura da maior cidade pernambucana, com 17,43% - o município elegeu Geraldo Julio (PSB) com 51,15%.
A cena se repete em Teresina (PI), onde o senador Wellington Dias (PT) chegou em terceiro lugar, com 14,18% dos votos válidos, com a confiança de 59.470 eleitores. Os rivais Elmano Férrer (PTB) e Firmino Filho (PSDB), com 33,14% e 38,77%, respectivamente, ficaram na disputa pela prefeitura da capital piauiense no segundo turno de 2012.
Outra petista que não chegou à segunda fase das eleições foi Iriny Lopes, que disputava o Paço de Vitória (ES). Também com a medalha de bronze, a deputada federal somou 18,41% do eleitorado, e ficou atrás de Luiz Paulo (PSDB) e Luciano Rezende (PPS), com 36,69% e 39,14%, respectivamente.
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), por outro lado, conseguiu chegar ao segundo turno em Manaus (AM), com 19,95%, contra o ex-senador Artur Neto (PSDB), com 40,55%. Os três deputados federais que tentaram a chefia do Executivo manauara ficaram de fora da segunda etapa da corrida eleitoral: Henrique Oliveira (PR) alcançou o terceiro lugar com 16,46%, Sabino Castelo Branco (PTB), em quinto, somou 7,3%, e Pauderney Avelino (DEM), sexto, 2,81%.
Em Goiânia (GO)), os deputados estaduais estavam em maior número: Elias Junior (PMN) e Isaura Lemos (PCdoB) contra Jovair Arantes (PTB). Mas nenhum dos três se elegeu - Paulo Garcia (PT) ganhou com 57,68% com 349.335 votos. O petebista ficou em segundo lugar, com 14,25%, o nome do PMN chegou em quarto, com 10,22%, e a comunista apareceu logo depois, com 3,34%.
Em Aracaju (SE), o deputado federal Valadares Filho (PSB) não conseguiu a vaga na chefia do Executivo municipal. Com 37,62% dos votos válidos, 113.932 votos, o nome do PSB ficou em segundo lugar na disputa, e perdeu ainda em primeiro turno para João Alves (DEM).
Na capital catarinense, o deputado federal Cesar Souza Júnior (PSD) chegou ao segundo turno com 31,68% dos votos válidos, 76.024, e agora disputa contra o vereador Gean Loureiro (PMDB), que fez 27,37%, 65.678. A deputada estadual Angela Albino (PCdoB) chegou em terceiro lugar, com 25,03%, e ficou de fora das urnas no dia 28.
Em Macapá (AP), onde havia seis candidatos, os três legisladores da disputa não conseguiram chegar ao segundo turno. Cristina Almeida (PSB), da assembleia amapaense, ficou em terceiro lugar, com 16,54% dos votos válidos. Davi Alcolumbre (DEM), o quarto, teve 10,68%. Evandro Milhomen (PCdoB), sexto, fez 1,54%. A corrida pelo segundo turno está entre o mais votado, Roberto Goés da Silva (PDT), que fez 40,18%, e Clécio Vieira (Psol), que teve 24,89%. Quem também não chegou ao segundo turno foram os deputados federal e estadual Rogério Marinho (PSDB) e Fernando Mineiro (PT), em Natal. Com 10,16% e 22,63%, respectivamente, eles ficaram quem quarto e terceiro lugar. O segundo turno está entre Carlos Eduardo Alves (PDT), 40,42%, eHermano Moraes (PMDB), 23,01%.
A situação se reprete em Palmas (TO) e Porto Alegre (rs). Na capital gaúcha, o legislador estadual Adão Villaverde (PT) ficou em terceiro, com 76.548 votos, logo atrás da congressista Manuela D'Ávila (PCdoB), com 141.073. A cidade, com quase 800 mil votos válidos, decidiu a disputa pela prefeitura em primeiro turno, garantindo um segundo mandato ao atual prefeito, José Fortunati (PDT).
A diferença para a capital tocantinense é que os dois deputados da disputa eram da assembleia estadual. Marcelo Lelis (PV) ficou em segundo lugar com 43,24%, e Luana Ribeiro (PR) veio na sequência, com 4,83%. Ambos perderam para Carlos Amastha (PP), eleito com 49,65% (59.680 votos) - a capital tocantinense não tem eleitores suficientes para levar a disputa ao segundo turno.
Reuters.



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Cresce 19% movimentação de produtos no porto do Pecém


O porto cearense lidera a movimentação de frutas com s com participação de 23%, seguido pelos portos do Rio Grande do Norte (20), Santos (15), Salvador e Mucuripe com 11% cada
Com 2,84 milhões de toneladas de mercadorias transportadas de janeiro a setembro do corrente ano, o Porto do Pecém registrou aumento de 19% na movimentação em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram movimentadas 2,38 milhões. Nas exportações os destaques ficaram com o minério de ferro, com 172 mil t movimentadas e com as frutas, que contribuíram com 105 mil t. Já nas importações os combustíveis minerais registraram participação com 676 mil t, seguindo-se os cimentos não pulverizados (clinkers) com 461 mil e os produtos siderúrgicos com 413 mil t.
No ranking das exportações divulgado pela Secex – Secretaria de Comercio Exterior do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio, o porto cearense lidera a movimentação de frutas com participação de 23%, seguido pelos portos do Rio Grande do Norte (20), Santos (15), Salvador e Mucuripe com 11% cada. Nas exportações de calçados o destaque ficou para os portos de Santos com 26%, Pecém (25%), Rio Grande (24%), Suape (10%) e Mucuripe, com 8% de calçados movimentados.
Nas importações, o Porto do Pecém lidera a movimentação de cimentos não pulverizados (clinkers), com 37%, seguido pelos portos de Santarém com 21% e Cabedelo com 13%. Nos produtos siderúrgicos a liderança é do Porto de São Francisco do Sul, com 25%. O Pecém está na segunda posição com 18% e em terceiro aparece o de Santos com 15% de participação entre todos os portos brasileiros.
O terminal cearense movimentou 105 mil toneladas de frutas até setembro do ano em curso, com origens do Ceará contribuindo com participação de 53%, secundado pelo Rio Grande do Norte com 25%, Pernambuco com 11% e Bahia com 9%. Os países destinos das frutas são a Holanda que permanece como principal importador, com percentual de 38%, seguindo-se a Grã Bretanha com 23% e os Estados Unidos com 22%.
As frutas mais exportadas são melões (52 mil t), melancias (10 mil t), manga (18 mil t) e castanha de caju (13 mil t), uvas (5,7 mil t), amêndoas (3,1 mil t) e banana (1,7 mil t).
Fonte : Cnews

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


Veredito prova que mensalão existiu, diz oposição sobre condenação de Dirceu

Ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e mais cinco réus foram condenados pela maioria do STF por corrupção ativa nesta terça-feira

A condenação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) no julgamento do mensalão , José Genoíno, Delúbio Soares e mais cinco réus por corrupção ativa no Supremo Tribunal Federal (STF) já motivou comentários das principais lideranças de oposição da Câmara e do Senado na noite desta terça-feira (09).


“O veredito deixa esclarecido o seguinte ponto: não foi farsa nenhuma, ( o mensalão ) existiu e (o STF ) condenou os mandantes e os mandados”, afirmou ao iG José Agripino Maia, presidente nacional do DEM. O senador disse também que a decisão da maioria do supremo pode apontar para o envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo. “É muito difícil que ele não soubesse o que acontecia em sua antessala”, completou.
Bruno Araújo (PSDB-PE), líder tucano na Câmara, afirmou que a decisão consolidou para a história que o governo petista comprou apoio político. "O governo do PT usou recursos públicos para comprar parlamentares. Isso não é uma fala política, mas é uma fala da instituição da República. Hoje, ficou consolidado para a história", disse.
O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias afirmou que o julgamento deixa uma marca no PT. "O julgamento deixa uma marca inapagável na história do PT, com seus líderes principais condenados", declarou. O senador pediu ainda uma mudança no comportamento da classe política motivada pelo julgamento. "É uma convocação para que a classe política mude o comportamento, para que combata o sistema que deu origem ao mensalão".

Rubens Bueno (PPS-PR), líder do partido na Câmara, afirmou que  o tribunal "coloca fim à impunidade no país". "Todos que ganhavam a eleição e que tinham interesses outros que não o público vão deixar de existir", afirmou. Em referência à condenação de Dirceu, completou. "E para nossa tristeza, a condenação de um ex-ministro pelo STF deixa o governo Lula como o mais corrupto do país."
A maioria dos ministros do STF condenou na tarde de hoje o chamado "núcleo político" do esquema do mensalão. Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil, foi acusado pelo Ministério Público Federal de comandar o esquema de compra de apoio parlamentar ao governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apenas o ministro Celso de Mello, que se ausentou desta sessão, ainda não votou sobre o caso de Dirceu. Em tese, os ministros podem mudar o voto até que a análise do item seja concluída, mas uma alteração nesta etapa seria excepcional
Além dos petistas, foram condenados por corrupção ativa o publicitário Marcos Valério, seus sócios, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, e a ex-diretora da SMP&B Simone Vasconcelos.
Agencia O Estado


















ELEIÇÕES 2012

TSE decide sobre recursos do CE

Foram publicadas decisões em 30 processos provenientes do Estado, alguns deles de candidatos a prefeito
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está agilizando os julgamentos dos recursos que podem definir o resultado das eleições em vários municípios. No Ceará, alguns candidatos a prefeito que participaram da disputa na condição sub judice tiveram recursos julgados em decisão monocrática, e as sentenças publicadas em sessões do pleno.

A presidente do TSE, ministra Carmem Lúcia, levantou a possibilidade de sessões extras, se houver necessidade. Nas sessões da semana passada, foram publicadas decisões em 30 processos provenientes do Ceará, sendo alguns deles referentes às candidaturas de prefeito e vice.

Há casos em que a sentença confirma a decisão do TRE, mas também existem recursos que foram providos, sendo reformada a decisão que havia sido tomada pela Corte regional. Este é o caso, por exemplo, do candidato a prefeito em Paracuru, José Ribamar Barroso Batista, que teve o registro deferido por decisão da ministra Luciana Lóssio.

Alterado
Em Paracuru, embora o único que disputou o pleito sub judice tenha tido a candidatura deferida pelo TSE, o resultado do pleito não deve ser alterado. Isso porque o postulante Francisco Sidney Andrade Gomes computou 12.571 votos, tendo conquistado 58% dos votantes. Enquanto isso, José Ribamar Barroso Baptista teve 8.699 votos, Francisco Sávio de Oliveira teve 165 e Nazarena Moreira Coelho 137.

A ministra do TSE, Luciana Lóssio, também reformou decisões do TRE para registrar as candidaturas de Francisco das Chagas Torres Júnior em Pires Ferreira e de Francisco Iteildo Roque de Araújo em Antonina do Norte. No caso de Pires Ferreira, a decisão não deve mudar o resultado do pleito, pois Maria Marfisa Lopes Aguiar obteve 3.240 votos, enquanto Francisco das Chagas obteve 2.780 votos. Em Antonina do Norte, o caso é semelhante, já que Antônio Roseno Filho computou 2.413 votos, contra 2.336 de Francisco Iteildo.
O ministro Dias Toffoli deu provimento ao recurso interposto por João Viana de Araújo, concedendo o registro da candidatura dele à Prefeitura de Cedro. Porém, o deferimento não interfere no resultado. O caso de Cedro é atípico porque o outro candidato, Nilson Diniz, também teve a candidatura indeferida e aguarda decisão do TSE. Caso a decisão seja favorável à Nilson Diniz, que obteve 51,41% dos votos, ele assume o cargo de prefeito. Já se a decisão for contrária, como ele conquistou mais de 50% dos votos, é preciso realizar outra eleição no Município.

Alguns ministros do TSE também tomaram decisões no sentido de confirmar sentenças do TRE. O ministro Marco Aurélio confirmou o registro da candidatura de Jean Nunes de Azevedo à prefeitura de Tianguá, e o ministro Arnaldo Versiani, ao negar seguimento a um recurso, também confirmou a decisão do TRE que registrou a candidatura de Francisco Carlos Bezerra Uchoa à prefeitura de Pacoti.

Arnaldo Versiani confirmou decisões do TRE ao negar seguimento aos recursos interpostos por Samuel Marcos Araújo e Dalton Lacerda, de Brejo Santo, Francisco Tomé Rodrigues, de Amontada, e Roberto Carlos Farias e Francisco Acácio do Nascimentos, de Santana do Acaraú. 
DN

segunda-feira, 15 de outubro de 2012


Heitor não apoiará ninguém no segundo turno

O candidato do PDT à Prefeitura de Fortaleza Heitor Férrer, 3º colocado no primeiro turno, afirmou em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (15) que não irá apoiar nem Elmano de Freitas, do PT, nem Roberto Cláudio, do PSB, no segundo turno das eleições municipais.

Heitor explicou que irá manter-se "fiel ao discurso da campanha", optando pela neutralidade no segundo turno das eleições municipais de Fortaleza.
O PDT, partido de Heitor, já manifestou apoio ao candidato do PSB, Roberto Cláudio. O candidato do PDT reforçou que, apesar da divergência, não existe conflito entre ele e o partido ao qual é filiado.
Heitor frisou ainda que desautoriza a utilização de seu nome por qualquer um dos candidatos e ameaça tomar as medidas judiciais cabíveis em caso de uso indevido de seu nome.
Ainda em tom pacífico, Férrer afirmou que autoriza ao prefeito que for eleito incorporar as propostas do PDT ao plano de governo, "principalmente a do IJF II".

sábado, 13 de outubro de 2012

Desempenho dos partidos

Votação requer uma autocrítica

A variação registrada no último pleito sobre a quantidade de votos das legendas deve motivar bom debate político
O resultado das eleições deste ano, para vereador, apresentam índices que, em comparação às eleições de 2008, necessitam de uma análise mais consistente pelos partidos políticos e candidatos. Apesar do avanço registrado em matéria de tecnologia a acesso aos meios de comunicação, o que contribui para um melhor esclarecimento da população, o que se observa é um aumento na abstenção, bem como na quantidade de votos brancos e nulos.

Nas eleições de 2008 Fortaleza contava com 1.486.511 eleitores aptos a votar, mas o comparecimento às urnas foi de 1.277.447, registrando uma abstenção de 14,06%, com a ausência de 209.064 eleitores. Nas eleições de 2012 o relatório do resultado da totalização, apresentado pela Justiça Eleitoral indica uma abstenção de 16,02% com 258.202 eleitores que deixaram de votar. A diferença daria para um partido político atingir o quociente eleitoral e ser representado na Câmara Municipal na próxima legislatura.

Inferior
Para as eleições de 2012 Fortaleza contava com 1.612.155 eleitores cadastrados para votar e entre os eleitores que votaram na eleição proporcional foi registrada uma porcentagem de votos válidos (votos nominais e de legenda) inferior ao último pleito, pois este ano o índice de votos válidos foi 92,26% e em 2008 foi 94,04%.
Quanto aos votos bancos e nulos também se observa a mesma tendência em relação às eleições de 2008. Naquele pleito 3,57% do eleitorado da Capital votou em branco e em 2012 a quantidade de votos em branco atingiu um índice de 4,14%. No que se refere aos votos nulos a alteração registrada é de 2,39% em 2008 para 3,60% em 2012. Estes índices revelam uma tendência de "afastamento" dos eleitores dos partidos e candidatos.

No que se refere ao desempenho eleitoral dos partidos nas eleições deste ano em relação ao pleito de 2008 necessário se faz uma análise mais acurada levando-se em consideração uma série de variantes como alterações na postura de atuação política de algumas agremiações, bem como o poder eleitoral dos candidatos e as alianças realizadas antes e agora, pois nem todas as alianças proporcionais de 2008 foram reproduzidas em 2012.

Desempenho
Mas, observando-se apenas a quantidade de votos válidos (nominais e de legenda) recebidos por algumas agremiações verifica-se que o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) elegeram a mesma quantidade de vereadores da eleição passada (quatro cada um), mas em número de votos o desempenho do PMDB melhorou, enquanto que o do PT caiu consideravelmente, pois o do PMDB passou de 4,37% para 7,55% e o do PT caiu de 12,66% para 7,45%. O desempenho do PCdoB também caiu de 3,55% para 2,79%, embora tenha mantido uma vaga na câmara. O PHS perdeu tanto em número de eleitos, passando de dois para um, quanto em quantidade de votos válidos, passando de 5,14% para 3,36%.
Outro que elegeu a mesma quantidade de vereadores (dois) foi o PSB, mas seu desempenho eleitoral melhorou, saindo de 5,96% para 7,54%.
DN