Evandro Leitão esclarece crise no sistema carcerário e diz que caos foi orquestrado
Caso repercute negativamente nos trabalhos legislativos desta terça-feira

Para Evandro Leitão, os grevistas foram orientados “irresponsavelmente” pelo comando de greve, quando foram colocadas correntes e algemas nas grades do presídio para não dar acesso aos policiais que iriam fazer a segurança. O parlamentar afirmou que só houve rebeliões onde estavam previstas as visitas aos detentos, demonstrando que aconteceu uma “orquestração” para instalar o caos.
“É importante lembrar que existe uma dinâmica nas unidades. O interno tem como lei a visita semanal. Porém, no sábado, alguns agentes penitenciários que tentaram cumprir esta visita, foram impedidos pelo comando de greve”, pontuou.
O deputado lembrou também que dentre as reivindicações do sindicato, a principal era elevar a gratificação de atividade de risco, passando de 60% para 100% e o Estado ofereceu mais 20% passando para 80%, "porém a proposta não foi aceita”, frisou.
O deputado pedetista citou ainda o editorial do jornal O Povo, de hoje, onde é explicado que proibir a visita aos detentos, como fizeram os agentes prisionais “é acender o curto pavio do barril de pólvora”. Como resultado, 14 detentos foram mortos, e houve danos na estrutura física, conforme salientou o líder governista.
De acordo com Evandro Leitão, o Governo do Estado tem se esforçado ao máximo para honrar todos os compromissos com as categorias profissionais, e está fazendo o que é possível. “O Executivo está aberto ao diálogo com responsabilidade, sem aceitar que venham colocar a faca no pescoço”, disse.
Em aparte, o deputado Antônio Granja (PDT) ressaltou que tem acompanhado o Governo neste setor de segurança. “Temos de avançar muito, mas mesmo com as dificuldades financeiras, o Governo contemplou generosamente as categorias da segurança pública”, pontuou.
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