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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Economia brasileira encolheu 1,2% no 2º trimestre, segundo o Banco Central
Pelo índice do BC, o IBC-Br, já é o terceiro trimestre seguido de retração, o que indica possibilidade de recessão no país

BRASÍLIA e SÃO PAULO - Com o desempenho oscilante do comércio e com a indústria em retração, a economia brasileira encolheu 1,2% no segundo trimestre deste ano, nos cálculos do Banco Central. O número veio acima da expectativa dos analistas do mercado financeiro de que o IBC-Br (índice que mede a atividade no Brasil) tivesse uma queda de cerca de 1,6% no período. De acordo com os dados revisados pelo Banco Central, esse já seria o terceiro trimestre de retração da economia.

No primeiro trimestre deste ano, a economia encolheu 0,02%. Já nos últimos três meses do ano passado, a retração foi de 0,29%. No entanto, metodologicamente, o IBC-Br não pode ser considerado uma simples “prévia do PIB” (Produto Interno Bruto). Isso porque o dado oficial, divulgado pelo IBGE, é muito mais complexo. O índice construído pelos técnicos da autoridade monetária é o que os economistas chamam de proxy, ou seja, uma aproximação.
— Acho que não podemos falar em recessão técnica (dois trimestres seguidos de retração) porque o IBC-Br não crava exatamente o que aconteceu na economia brasileira. O primeiro trimestre, por exemplo, teve desempenho positivo nas contas oficiais do IBGE — ponderou André Perfeito, economista-chefe da corretora Gradual. — Mas esse número já indica que teremos um segundo trimestre negativo no resultado das contas nacionais do IBGE.

Octavio de Barros, diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, também afirmou, em relatório nesta sexta-feira, que a queda apontada pelo IBC-Br reforça percepção de desaceleração da atividade econômica no segundo trimestre. A contração já foi indicada por outros indicadores, caso das vendas no varejo e produção industrial, por exemplo, divulgadas pelo IBGE.
O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, porém, reforçou nesta sexta-feira que não é correto afirmar que a variação do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil foi negativa no segundo trimestre tendo como base o IBC-Br. O diretor, que participa de seminário em São Paulo, lembrou que a projeção do BC para o PIB é a que consta no Relatório de Inflação, que é de 1,6% para 2014.

ÍNDICE BALIZA POLÍTICA DE JUROS
O IBC-Br foi criado pelo BC para balizar a condução da política de juros para controlar a inflação. É para ele que o BC olha na hora de fixar a taxa básica de juros (Selic), que está em 11% ao ano. O dado leva em consideração Esses são os indicadores que mais pesam no “PIB do BC.
No segundo trimestre, as vendas do varejo registraram uma queda de 0,6%, na comparação com o primeiro trimestre, de acordo com os dados do IBGE após ajuste sazonal. Já a indústria, registrou uma retração de 0,9% da sua produção no período.

Somente em junho, esse índice do BC revelou que a economia encolheu 1,48%. Isso porque o resultado do comércio ficou muito abaixo do que previam os especialistas.
Com o Globo...

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