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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O que disse Raul Castro a Barack Obama

Aperto de mão causou especulação de possível melhora da relação entre os dois países após décadas de animosidade

'Sr. presidente, sou Castro', disse Raúl ao apertar mão de Obama

O presidente de Cuba, Raúl Castro, apresentou-se ao presidente dos EUA, Barack Obama, em inglês durante a cerimônia em homenagem a Mandela, dizendo-lhe: "Sr. presidente, sou Castro", enquanto os dois trocavam um aperto de mão.
Presidentes dos EUA, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, trocam aperto de mão em cerimônia em homenagem a Mandela (10/12)
Isso segundo o irmão de Raúl, Fidel, que quebrou um silêncio de meses nesta quinta-feira em um longo editorial na mídia estatal discutindo os laços de Mandela com Cuba e a viagem de seu irmão à África do Sul.
O aperto de mão do dia 10 desatou uma especulação nos EUA e em Cuba se ele sinalizava uma melhora nas relações entre os dois países depois de décadas de animosidade. Autoridades americanas e cubanas desconsideraram essa ideia, caracterizando o cumprimento de mera cortesia.
Em seu artigo, em que lembrou o papel de Cuba no combate ao aparheid (regime de segregação racial), Fidel também elogiou seu irmão pelo aperto de mão, dizendo que ele demonstrou dignidade com o gesto.
"Parabenizo o camarada Raúl por sua atuação brilhante (no tributo), e especialmente por sua firmeza e dignidade quando fez uma saudação amigável, mas firme, ao chefe do governo dos EUA.
A Casa Branca subestimou o aperto de mãos, dizendo que não foi planejado e não passou de uma gentileza.
Ainda assim, o encontro teve ressonância porque as relações entre EUA e Cuba foram submetidas a um inesperado aquecimento nos últimos meses, com vários casos de cooperação em vez da retórica hostil habitual.

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